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Representantes do Sistema de Acreditação de Escolas Médicas do Conselho Federal de Medicina (SAEME-CFM) e do Royal College Canada International (RCCI) se reuniram, nesta terça-feira (26), na sede do CFM, em Brasília, para discutir cooperação internacional em acreditação de escolas médicas, programas de residência e desenvolvimento de modelos de avaliação da qualidade da formação médica. O encontro também marcou a assinatura de um acordo entre as duas instituições.

Participaram da reunião, pelo CFM, o 1º vice-presidente do Conselho, Emmanuel Fortes Silveira Cavalcanti, o coordenador do SAEME-CFM, Mauro Luiz de Britto Ribeiro, os conselheiros federais Alcindo Cerci Neto, Estevam Rivello Alves e Francisco Eduardo Cardoso Alves, além do coordenador executivo do SAEME, Milton Arruda Martins, e da secretária executiva do sistema, Patrícia Tempski. Pelo Royal College Canada International participaram o presidente da instituição, Anurag Saxena, e o chefe de operações, Craig Campbell Ceppetelli.

Durante a reunião, os representantes brasileiros apresentaram o funcionamento do SAEME-CFM, criado em 2015, e destacaram o reconhecimento internacional obtido junto à Federação Mundial de Educação Médica (WFME). O sistema já avaliou mais de 100 escolas médicas brasileiras e atualmente é considerado uma das principais iniciativas independentes de avaliação da qualidade da educação médica no país.

Ao longo do encontro, os participantes debateram os desafios enfrentados pelo Brasil diante da rápida expansão do número de escolas médicas e da insuficiência de vagas de residência médica. Também foram discutidas experiências canadenses relacionadas à acreditação obrigatória de programas de residência e ao modelo Competence by Design, utilizado pelo Royal College para avaliação de competências profissionais.

O coordenador do SAEME-CFM, Mauro Ribeiro, destacou que a parceria permitirá aperfeiçoar os instrumentos brasileiros de avaliação e ampliar a cooperação científica internacional. “Temos muito interesse em fortalecer nossos mecanismos de avaliação, compartilhar dados e desenvolver pesquisas conjuntas. A experiência internacional do Royal College pode contribuir significativamente para o aprimoramento do SAEME e para futuras discussões sobre acreditação de programas de residência médica no Brasil”, observou.

Entre os temas debatidos estavam ainda responsabilidade social das escolas médicas, integração com o sistema público de saúde, desenvolvimento docente, avaliação de programas de residência, uso de inteligência artificial em exames e acreditação, além da necessidade de fortalecimento de modelos independentes de avaliação da educação médica.

Os representantes canadenses também demonstraram interesse em aprofundar a cooperação técnica com o SAEME-CFM, incluindo intercâmbio de metodologias, compartilhamento de evidências científicas e participação conjunta em projetos voltados à melhoria da qualidade da formação médica e dos programas de especialização.

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