O Conselho Federal de Medicina (CFM) promoveu, nesta terça (30) e quarta-feira (1º), em Brasília, o X Encontro de Comunicação dos Conselhos de Medicina. O evento reuniu representantes do CFM, dos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) e profissionais de comunicação para discutir estratégias de fortalecimento da comunicação institucional, valorização da profissão médica e proteção do paciente.
O 1º vice-presidente do CFM, Emmanuel Fortes, destacou que os temas debatidos pelo Conselho têm repercussão direta para a sociedade e que a comunicação é fundamental para combater o atual cenário de mercantilização da medicina e da crescente invasão do ato médico por parte de outros profissionais de saúde.

O 2º secretário do CFM, Estevam Rivello, que também é diretor de Comunicação, apresentou projetos desenvolvidos em parceria com os CRMs para ampliar a presença institucional do Sistema Conselhal. Ele citou, por exemplo, a intensa campanha de comunicação em defesa da aprovação do projeto de lei (PL 2294/2024) que cria o Exame Nacional de Proficiência de Medicina (ProfiMed), o que fez com que o governo federal mudasse de posição e passasse a defender uma prova para os estudantes de medicina exercerem a profissão – ao contrário do que desejava inicialmente.
“O mesmo aconteceu com o projeto de lei que punia obstetras com até 15 anos de prisão por situações do dia a dia (PL 1763/25). Graças à atuação do conselho, conseguimos combater essa proposta no Congresso Nacional”, afirmou.
O conselheiro federal Bruno Leandro de Souza defendeu uma comunicação capaz de aproximar a sociedade dos profissionais sem comprometer a autoridade técnica da medicina.
Já o secretário-geral do CFM, Alexandre de Menezes, avaliou que a velocidade com que as informações circulam atualmente, especialmente pelas redes sociais e aplicativos de mensagens, torna ainda mais importante o trabalho da comunicação institucional.
O 2º tesoureiro do CFM, Carlos Magno, ressaltou, por sua vez, a necessidade de aproximar os médicos dos Conselhos de Medicina, com uma comunicação mais proativa, integrada entre CFM e CRMs e voltada também à população, evidenciando a atuação dos Conselhos na fiscalização, orientação e defesa da assistência médica de qualidade.
O vice-corregedor do CFM, Francisco Cardoso lembrou que histórias bem construídas geram empatia, confiança e maior capacidade de compreensão do que a simples apresentação de dados técnicos. Para o dirigente, quem controla sua narrativa fortalece a confiança na medicina e, ao proteger essa confiança, protege também os pacientes.
No evento, profissionais de comunicação dos CRMs, e também da imprensa nacional, trocaram experiências sobre a atuação desenvolvida em suas rotinas de assessoria de imprensa e jornalismo.