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O Conselho Federal de Medicina (CFM) participou, nesta terça-feira (17), de audiência pública na Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados que debateu o papel da Clínica Médica como eixo integrador da assistência especializada no país. Representando a autarquia, o conselheiro federal e 2º tesoureiro do CFM, Carlos Magno Pretti Dalapícola, que, também, é coordenador da Câmara Técnica de Clínica Médica, destacou a importância estratégica da especialidade e alertou para os desafios que impactam diretamente a qualidade do atendimento à população.

 

Assista à audiência em sua íntegra aqui:

https://youtu.be/GOvCenl5jJ4?list=TLGG50P-Xg4BbkcxNzAzMjAyNg

 

Durante sua fala, Dalapícola chamou atenção para um cenário preocupante: o Brasil conta atualmente com mais médicos generalistas do que especialistas, ao mesmo tempo em que vagas de residência em áreas fundamentais, como a Clínica Médica, permanecem ociosas. Dos 612 programas de residência médica existentes, com 8.406 vagas autorizadas, cerca de 16,6% das vagas em Clínica Médica não são preenchidas.

 

“O clínico é a base da assistência. É ele quem realiza o diagnóstico diferencial, que orienta a propedêutica adequada e evita a solicitação indiscriminada de exames. A anamnese e o exame clínico continuam sendo fundamentais para uma medicina de qualidade”, afirmou.

 

O conselheiro também ressaltou que a baixa remuneração das bolsas de residência, em torno de R$ 4 mil, é um dos fatores que desestimulam a formação especializada, especialmente em grandes centros, onde o custo de vida é mais elevado. 

 

“A Clínica Médica é a área básica que sustenta o sistema de saúde. Precisamos de profissionais bem formados, especialmente nos locais mais afastados, onde a população mais depende do atendimento resolutivo”, destacou.

 

Parlamentares – A audiência foi presidida pelo deputado Dr. Luiz Ovando (PP-MS), autor do requerimento, que reforçou a necessidade de reconhecimento do papel do clínico. “O clínico não é um mero encaminhador. É o médico que resolve problemas e integra o funcionamento do organismo como um todo. Precisamos de uma política nacional de valorização da Clínica Médica”, afirmou.

 

O deputado Osmar Terra (PL-RS) também defendeu o fortalecimento da especialidade, destacando seu impacto na resolutividade do sistema de saúde. “Um bom clínico resolve até 80% dos problemas de saúde. Investir nessa formação reduz internações e melhora a eficiência do sistema”, disse, ao relembrar experiências bem-sucedidas.

 

Residência – Outro ponto de destaque foi a preocupação com a qualidade da formação médica no país. O diretor científico da Associação Médica Brasileira (AMB) e conselheiro federal titular substituto do CFM pela Associação Médica Brasileira, José Eduardo Lutaif Dolci, alertou para a necessidade de rigor na autorização de novos programas de residência. “A residência médica é a última etapa para garantir a formação de profissionais competentes. Não podemos permitir a formação de pseudoespecialistas nem a precarização do atendimento”, enfatizou.

 

A vice-presidente da Comissão de Residência Médica de Minas Gerais, Aline Camille Yehia, reforçou que a residência médica é o caminho mais seguro para a formação de profissionais qualificados e destacou a Clínica Médica como base para a liderança em saúde.

 

O debate reuniu ainda representantes de entidades médicas e especialistas da área, consolidando um consenso: fortalecer a Clínica Médica é essencial para organizar a assistência, qualificar o cuidado e garantir um atendimento mais eficiente, humano e resolutivo à população brasileira.

 

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