O Conselho Federal de Medicina (CFM) participou, nesta quinta-feira (18), de workshop organizado pelo Ministério da Educação (MEC) sobre regulação da abertura de cursos de medicina e avaliação da formação médica no Brasil.

Coordenador do Sistema de Acreditação de Escolas Médicas (SAEME), o conselheiro Donizetti Giamberardino Filho destacou a importância do CFM ser convidado, através do SAEME, a debater as propostas estratégicas para o ensino médico neste primeiro workshop do atual Governo Federal.

“O objetivo do SAEME-CFM é realizar uma auditoria independente dos cursos de medicina, pois a grande preocupação do CFM é garantir uma formação médica de qualidade para segurança da população”, pontuou Donizetti. Até hoje o SAEME-CFM já avaliou mais de 70 escolas médicas inscritas voluntariamente nesse processo de avaliação e é o único sistema de acreditação feito na América do Sul com reconhecimento internacional, pela World Federation for Medical Education.

Para o conselheiro Júlio Braga, coordenador da Comissão de Ensino Médico do CFM, “é importante que o CFM, enquanto representante dos mais de 500 mil médicos brasileiros, participe deste debate sobre aspectos regulatórios e de distribuição médica, pois, para promover estímulos para a fixação do médico em locais remotos, os médicos devem ser ouvidos, devem ser parte desta discussão”.

No Brasil hoje, há mais de 380 escolas médicas autorizadas a ofertar mais de 42 mil vagas em medicina, sendo que 77% delas são em cursos particulares. Dados levantados por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) indicam que quatro grandes grupos econômicos concentram 1/4 do total dessas vagas privadas em medicina, que é o curso com a mensalidade mais cara no país: R$ 8.930,00 em média.

Coordenador-executivo do SAEME-CFM, o professor Milton Arruda fez uma apresentação do sistema de acreditação, explicou como funciona a avaliação das escolas e sugeriu a utilização de relatórios produzidos nesse processo pelo MEC/Inep. Alertou que, “para que uma política pública seja efetiva, ela tem que ser construída no consenso. E esta reunião pode ser o início desse processo, de incluir as entidades médicas e as escolas nas decisões”.

Nos comentários finais, o conselheiro Júlio Braga cobrou critérios objetivos nas avaliações feitas pelo Inep aos cursos de medicina, como por exemplo quantidade de campos de estágio, qualificação do corpo docente etc. Segundo ele, sem esses parâmetros claros e definidos a avaliação pode não ser eficiente.

A professora Patricia Tempski também representou o CFM no debate, que reuniu, além de lideranças do Governo Federal, representantes de escolas médicas públicas e privadas e das Associações Brasileira de Educação Médica (Abem) e Médica Brasileira (AMB).

 

 

 

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