Diretores do Conselho Federal de Medicina (CFM) reuniram-se hoje (27) com o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Telemedicina e Saúde Digital (SDB
), Caio Soares, para debater temas de interesse das duas entidades, como o estabelecimento de padrões de qualidade na telemedicina. A SBD representa 31 empresas que desenvolvem tecnologias e prestam serviços em saúde digital, como Afya, Dasa, Memed, entre outros.
O 3º vice-presidente do CFM e relator da resolução que normativa o uso da Inteligência Artificial na medicina (nº 2.454/26), Jeancarlo Cavalcante, afirmou que o CFM sempre buscou o diálogo com todos os setores. “Quando estávamos elaborando a nossa Resolução sobre IA, tivemos o cuidado de ouvir as startups para não ser empecilho ao desenvolvimento, preservando a autonomia médica”, afirmou.
Outro assunto debatido na reunião foi a plataforma Atesta CFM, para emissão de atestados médicos, que está suspensa por decisão judicial. “Os atestados falsos são uma dor de cabeça para o setor produtivo e a nossa plataforma seria a solução”, afirmou o vice-corregedor do CFM, Francisco Cardoso, que pediu o apoio da SBD pela liberação do Atesta CFM.
Caio Soares afirmou que a falsificação de atestados médicos também é um problema que preocupa a SBD, tanto que eles lançaram a campanha “Saúde Sem Engano”, a qual visa conscientizar a sociedade sobre como identificar e combater fraudes em documentos de saúde.
O representante da SBD entregou aos diretores do CFM o livro “Manual de Boas Práticas de Telemedicina e Telessaúde”, que define padrões éticos e de qualidade no atendimento médico remoto.
A reunião também foi acompanhada pelo 1º secretário do CFM, Hideraldo Cabeça, e pelo 2º tesoureiro da entidade, Carlos Magno Dalapicola. Pela SBD, participaram da reunião a gerente executiva Michele Alves e o assessor de relações governamentais, Igor Andrade.