
O Conselho Federal de Medicina (CFM) realizou, nesta quarta-feira (23), em sua sede, em Brasília, audiência para discutir uma proposta de fortalecimento da neonatologia no Brasil. A iniciativa busca identificar os principais desafios enfrentados pela especialidade e subsidiar estratégias para ampliar a formação, melhorar a distribuição e favorecer a permanência desses profissionais nas diferentes regiões do País.
A proposta foi apresentada pelo coordenador da Câmara Técnica de Neonatologia do CFM, Eduardo Jorge Fonseca Lima. Entre os pontos levantados estão a falta de profissionais em determinadas regiões, a existência de vagas ociosas nos programas de residência e a necessidade de tornar a formação em neonatologia mais atraente para os médicos.
Como uma das primeiras etapas, a Câmara Técnica pretende construir um diagnóstico da situação da neonatologia no País. O levantamento deverá reunir informações sobre a oferta e a ocupação de vagas de residência, a distribuição dos especialistas e o número de médicos com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) na área.
Para ampliar esse mapeamento, poderão ser solicitadas informações aos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs), às secretarias estaduais de Saúde, às comissões estaduais e à Comissão Nacional de Residência Médica, além da Comissão Mista de Especialidades.
Durante a audiência, o 1º vice-presidente do CFM, Emmanuel Fortes Silveira Cavalcanti, destacou a importância de compreender também a relação entre a formação de especialistas e as necessidades concretas de assistência.
A discussão busca, dessa forma, reunir dados que permitam compreender não apenas quantos profissionais estão sendo formados, mas também onde estão os principais déficits e quais fatores interferem na escolha pela neonatologia e na permanência dos especialistas nos diferentes estados.
Também participaram da audiência os conselheiros federais Bruno Leandro de Souza (PB), Alcindo Cerci Neto (PR), Hideraldo Luis Souza Cabeça (PA) e Antônio Henriques de França Neto (PB), além do 2º secretário do CFM, Estevam Rivello Alves.