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O Conselho Federal de Medicina (CFM) promoveu, nesta sexta-feira (20), o I Fórum de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, com o tema central “Tratamento da Obesidade e Cirurgia Bariátrica no SUS”. O evento teve transmissão pela plataforma Zoom e pelo canal da autarquia no YouTube. Palestrantes e debatedores participaram presencialmente na sede do CFM, em Brasília. 

 

A iniciativa reuniu representantes do CFM, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) e do Ministério da Saúde para discutir estratégias que ampliem o acesso qualificado e seguro ao tratamento da obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS).

 

A íntegra dos debates está disponível no canal oficial do CFM no YouTube.

Acesse aqui:https://www.youtube.com/live/ltJMSbnisKE?si=jLp3IBGac6rfIAto

 

Na abertura do encontro, o 2º tesoureiro do CFM, conselheiro federal Carlos Magno Pretti Dalapicola, destacou que o Brasil enfrenta uma epidemia de obesidade, com impactos diretos sobre o sistema público de saúde: “Mais do que um problema individual, a obesidade é uma questão de saúde pública complexa que sobrecarrega o SUS. É necessário enfrentar a demanda reprimida com ciência e responsabilidade”, afirmou.

 

Ele lembrou que, em 2025, o CFM consolidou a Resolução nº 2.429/25, que modernizou os critérios para a cirurgia bariátrica e metabólica. Segundo o conselheiro, o desafio agora é garantir que esse marco regulatório se traduza em acesso efetivo tanto na saúde suplementar quanto no SUS.

 

“O objetivo é assegurar que a modernização normativa chegue à ponta, garantindo atendimento qualificado, seguro e eficiente para a população que depende da rede pública”, reforçou.

 

Dalapicola ressaltou ainda que o debate precisa ir além do ato cirúrgico, contemplando toda a linha de cuidado, incluindo critérios de acreditação, modelos internacionais e a análise de custo-efetividade das intervenções. Ele destacou o impacto positivo da cirurgia metabólica no controle do diabetes tipo 2, hipertensão arterial e apneia do sono, com potencial de redução da mortalidade e do impacto orçamentário de longo prazo no sistema público.

 

Ampliação do acesso – O coordenador da Câmara Técnica de Cirurgia Bariátrica e Metabólica do CFM, conselheiro federal Antônio Henriques de França Neto, enfatizou que o fórum é resultado de um trabalho técnico contínuo.

 

“O evento é fruto de reuniões sucessivas da Câmara Técnica, sempre com a preocupação de criar oportunidades para que as pessoas tenham acesso ao tratamento da obesidade, uma doença que traz inúmeras consequências para o indivíduo e para a saúde pública”, afirmou. Ele destacou ainda a importância de fortalecer o atendimento multidisciplinar no SUS e de construir caminhos viáveis para ampliar o acesso da população brasileira às terapias disponíveis.

 

A mesa de abertura do Fórum contou, também, com a presença do diretor do Departamento de Atenção Especializada e Temática do Ministério da Saúde, Arthur Lobato Barreto Mello, que abordou os desafios da gestão tripartite do SUS, envolvendo União, Estados e Municípios. “O Ministério da Saúde não consegue agir sozinho. É essencial integrar a Atenção Primária com a Atenção Especializada, criando uma linha de cuidado eficiente que dialogue com as necessidades reais da população”, destacou. Ao final, Arthur Mello convidou as entidades médicas a visitarem o Ministério da Saúde para aprofundar o diálogo sobre ações específicas e dificuldades observadas nos territórios.

 

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