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Caso investigado em Goiás envolve relatos de lesões graves, necrose e mutilações após procedimentos realizados por fisioterapeuta

O Conselho Federal de Medicina (CFM) alerta para os riscos à saúde decorrentes da realização de procedimentos invasivos por profissionais sem habilitação legal para executá-los. O tema ganhou destaque após a divulgação de um caso investigado pela Polícia Civil de Goiás envolvendo procedimentos realizados por uma fisioterapeuta nas regiões íntima, facial, glútea e mamária de pacientes.

Segundo informações publicadas pelo portal Metrópoles e repercutidas pelo CFM, pelo menos sete mulheres em Goiânia teriam sofrido lesões graves após serem submetidas a procedimentos estéticos invasivos realizados pela profissional. A investigação aponta casos de necrose e mutilações, além da realização de cortes profundos e retirada de tecidos. A fisioterapeuta foi presa preventivamente em 21 de setembro.

Segurança do paciente – Diante do caso, o CFM reforça a importância do respeito aos limites estabelecidos pela legislação para o exercício de cada profissão. Procedimentos considerados atos privativos de médico não podem ser realizados por profissionais sem a habilitação legal necessária.

Para o Conselho, a observância dessas competências está diretamente relacionada à segurança dos pacientes. A realização de procedimentos invasivos exige conhecimento técnico e capacidade para avaliar indicações, identificar riscos, prevenir complicações e adotar as medidas necessárias diante de eventuais intercorrências.

O CFM chama a atenção da população para os riscos relacionados à invasão do ato médico. “Procedimentos invasivos devem respeitar os limites estabelecidos pela legislação para o exercício de cada profissão. Atos privativos de médico não podem ser realizados por profissionais sem habilitação legal para exercê-los”, destaca a autarquia.

Ao procurar procedimentos de saúde, especialmente aqueles de natureza invasiva, é importante que o paciente verifique a habilitação do profissional responsável e se a intervenção está compreendida entre as atividades que ele está legalmente autorizado a realizar.

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