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A última mesa do 2º Fórum da Mulher Médica debateu casos de sucesso e realização profissional na área empresarial e na ciência. Enquanto a fundadora do Grupo Cirandinha, Bernadeth Martins, deu dicas práticas para as médicas empreendedoras; a cardiologista e cientista Glaucia Maria Moraes Oliveira falou sobre a participação das médicas na produção científica brasileira.
O 2º Fórum da Mulher Médica já está disponível na plataforma do CFM no YouTube. Assista abaixo:

 

Em sua apresentação, Bernadeth Martins deu dicas práticas que devem ser seguidas pelas médicas empreendedoras. “Ter excelência técnica não garante competência administrativa. É preciso sair da cadeira de operadora e sentar na cadeira de dona”, aconselhou. “A empreendedora deve ser persistente e não sucumbir diante do primeiro fracasso. A persistência é a chave do sucesso”, completou.
Ela também alertou que os desafios serão grandes. “Vocês ainda terão chefes: seus clientes. Trabalharão mais do que seus funcionários e terão de enfrentar a concorrência”, alertou. Apesar dos desafios, a empresária defendeu que mais médicas abram seus negócios, pois a medicina ganhará com o empreendedorismo das mulheres médicas. “Vocês são mais cuidadosas, mas preocupadas com a segurança do paciente e empáticas. É importante que continuem empreendendo”, aconselhou.
Ciência – Professora titular de Cardiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e editora-chefe dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, a médica Glaucia Maria Moraes Oliveira falou sobre a presença da mulher nas pesquisas realizadas no Brasil. “O Brasil é o terceiro país com maior presença feminina nas pesquisas científicas na área médica. 49% das pesquisas brasileiras são feitas por mulheres. É um bom percentual, mas ainda temos muito o que avançar”, argumentou.

O principal problema, segundo a pesquisadora, é que as mulheres, apesar de produzirem muito, não chefiam os projetos com maior aporte de recursos. “As mulheres captam menos recursos, apesar de apresentarem mais projetos. Produzimos, mas não conseguimos ocupar cargos de liderança”, constatou. Para dar mais protagonismo às mulheres cientistas, Glaucia Oliveira defendeu protagonismo nas inovações, esperança e compromisso e inspiração das novas gerações.

No encerramento do evento, a 2º vice-presidente do CFM e coordenadora da Comissão de Mulher Médica, Rosylane Rocha, elogiou a qualidade das apresentações e defendeu o protagonismo feminino. “Temos de construir autoridade científica, alcançar espaços de referência, conquistar cargos e produzir mudanças”, elencou. “Estamos encerrando o Fórum, que foi um sucesso, mas continua o movimento em prol de mais conquistas para a mulher médica”, afirmou.

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09 Mar 2026
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