
Alunos da 15ª turma do Doutorado em Bioética, programa de doutoramento resultado de uma parceria entre o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, reunem-se na sede da autarquia, em Brasília, nos dias 23 e 24 de fevereiro, para o segundo módulo de estudos, com seminários presenciais.
A abertura das atividades contou com a participação do presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo; e com a participação virtual do professor Rui Nunes, professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.
“Muito obrigado por vocês confiarem nesse programa. Com certeza, vocês vão sair com uma outra visão. A Bioética é uma ciência jovem, mas que ninguém vive sem. Agora, vocês estão acabando os módulos, vão ter que escrever os artigos e escolher o tema da tese de doutorado, para que vocês possam desenvolver uma pesquisa. Dividir trabalho, estudo e a família não é fácil. Mas com determinação e planejamento, cada um de vocês vai conseguir”, destacou o presidente Gallo.
O professor Rui Nunes associou o desenvolvimento do programa ao esforço institucional conjunto e ao reposicionamento do Brasil no cenário internacional, com o Brasil se destacando como referência no tema.
Seminários – O módulo teve programação dedicada a temas contemporâneos e sensíveis da bioética, incluindo testamento vital e procurador de cuidados de saúde, diretrizes para uso responsável de IA generativa no ensino superior e na publicação científica, além de ética e cuidados paliativos.
As atividades foram conduzidas presencialmente pelas professoras Guilhermina Rêgo, Sofia Nunes e Francisca Rêgo, com participação virtual do professor Rui Nunes. E intervenção virtual da professora doutora Raquel Sousa, também, da Universidade do Porto.
Guilhermina Rêgo, docente da Universidade do Porto, ao dar início aos trabalhos, destacou a satisfação de reencontrar a turma e contextualizou as temáticas do módulo, enfatizando a necessidade de lidar com a inteligência artificial com responsabilidade: “Não vale a pena fazer de conta que não há inteligência artificial. Ela está aí, agora há que saber usar e perceber as vantagens, as desvantagens, os perigos e as oportunidades”.
Além das aulas, alunos das 6ª à 14ª turmas receberam orientações individuais para o desenvolvimento de teses e artigos, reforçando o caráter formativo e acadêmico do programa.
Internacional – Em março, o presidente Gallo comporá a banca avaliadora de 5 teses de doutorado em bioética. O CFM também antecipa que a 15ª turma estará novamente em Brasília, em breve, quando participará do VI Encontro Luso-Brasileiro de Bioética do CFM e do II Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Bioética Médica, nos dias 7 e 8 de julho de 2026, na sede do CFM. O evento será aberto ao público externo e está com as inscrições abertas: https://eventos.cfm.org.br/admin/evento/participantes/473