
O I Encontro Nacional de Conselhos de Medicina 2026 teve início na manhã desta quinta-feira (12), em Florianópolis-SC. O evento congrega representantes dos CRMs de todos os estados, além de autoridades e homenageados. O presidente do Conselho Federal de Medicina, José Hiran da Silva Gallo, destacou a importância da integração entre a autarquia federal e suas representantes estaduais. “Essa reunião ocorre num momento particularmente desafiador para a medicina brasileira e o sistema conselhal assume um papel fundamental; o médico precisa saber que a instituição que o representa sustenta valores éticos e científicos”, afirmou.
Também compuseram a mesa, Emmanuel Fortes, 1º vice-presidente do CFM, Andréa Antunes, presidente do CRM-SC, Graziela Schmitz Bonin, conselheira federal titular pelo estado de Santa Catarina e Marcelo Lemos dos Reis, conselheiro suplente também pelo estado-sede do evento.
A solenidade de abertura foi marcada por homenagens a médicos com notável atuação em prol da medicina brasileira: Roberto D’ávila, cardiologista com longa carreira no antigo Inamps e ex-presidente do CFM; Cacilda Pedrosa, gastroenterologista e intensivista, doutora pela USP e conselheira do CREMEGO; e Helvécio Neves Feitosa, ginecologista e obstetra, professor e atual vice-presidente do CREMEC. Também receberam homenagens institucionais Alexandre de Menezes, Ademar Carlos Augusto e Alceu Pimentel por suas atuações na comissão interventora do CREMERJ.
Na primeira mesa temática, a discussão foi acerca da saúde mental do médico. Mário Jorge Lemos de Castro Lôbo, presidente do CREMEPE, expôs dados alarmantes: a maioria dos médicos e estudantes de medicina já relataram assédio, violência, sobrecarga de trabalho, ansiedade e, em última instância, burnout. “Temos que discutir os estigmas que envolvem a busca por ajuda e dar acolhimento a esses profissionais”. A mesa foi coordenada por Jilvan Monteiro, presidente do CREMESE, moderada por Flávio de Freitas Barbosa, conselheiro pelo estado de Mato Grosso, e secretariada por Fernando Antônio Andrade de Oliveira, 2º vice-presidente do CREMEPE.
Conselheira federal pela Bahia, Maíra Pereira Dantas conduziu a segunda mesa temática da manhã: paliativismo: limites entre proteção e paternalismo. A médica iniciou a exposição apresentando os limites de atuação do CFM. “Nossas resoluções precisam respeitar as bases científicas e normativas da legislação brasileira”. Logo em seguida, os participantes tiveram a oportunidade de debater o tema. A mesa teve coordenação de Rafael Cardoso Martinez, presidente do CREMEGO, moderação de Inês Tavares Vale e Melo, presidente do CREMEC, e secretariada por Carlos Magno Pretti Dalapicola, 2º tesoureiro do CFM. Por fim, a expositora fez questão de reforçar a atuação do CFM junto aos CRMs. “Muitas vezes, não haverá resposta jurídica pronta para determinados dilemas e, por isso, é preciso analisar cada caso concreto; os Conselhos Regionais têm nosso apoio técnico e jurídico para lidar com essas situações da melhor forma”, concluiu Maíra Dantas.