O Conselho Federal de Medicina participou do debate sobre os avanços e desafios do Atestmed. Em reportagem do jornal O Globo, o diretor do CFM, Carlos Magno Dalapicola, alertou para os riscos de fraudes e a importância de maior rigor na análise dos atestados médicos.
Ouvido pela reportagem, o conselheiro federal destacou que os avanços proporcionados pela ferramenta devem ser acompanhados de medidas de segurança para prevenir fraudes e garantir a veracidade dos atestados médicos. Ele destacou a preocupação do CFM com sites irregulares que emitem atestados médicos mediante pagamento. “Em uma rápida pesquisa é possível listar dezenas. Basta realizar o pagamento e o atestado sai na hora. Será que o INSS fiscaliza a veracidade de todos eles?”, questionou. “Quando alguém que trabalha diretamente com maquinários, por exemplo, aparece uma lesão de membro a comprovação do nexo causal será importante. Mas há outras deficiências que precisam de um diagnóstico mais rigoroso que ateste a relação direta com a atividade”, explicou.
Ele reconheceu que o Atestmed agilizou atendimentos, mas afirmou que, em alguns casos, é importante que os médicos fiquem atentos ao nexo causal em doença ocupacional.
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