A Resolução CFM nº 2.183/18, editada no dia 21 de setembro de 2018 e que dispõe sobre normas específicas para médicos que atendem o trabalhador, foi apresentada na abertura do VI Fórum de Medicina do Trabalho, realizado na sede do CFM, em Brasília. “Esta resolução consolida todo o regramento da área de medicina do trabalho e é fruto de um trabalho cuidadoso da Câmara Técnica”, elogiou o 2º vice-presidente CFM e em exercício da presidência, Jecé Brandão, que participou da mesa de abertura.

A coordenadora da Câmara Técnica de Medicina do Trabalho e conselheira federal pelo Distrito Federal, Rosylane Mercês Rocha, relatora da Resolução nº 2.183/18, dividiu o elogio com todos os integrantes da Câmara Técnica. “Todos participaram ativamente”, ressaltou. O presidente em exercício da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT). Paulo Rabelo, também integrante da mesa de abertura do VI Fórum, agradeceu ao CFM “pela parceria fundamental em defesa do médico do trabalho”. A mesa contou, ainda, com a presença do gestor nacional do Programa Trabalho Seguro, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), juiz Leonardo Vieira Wandell, representando a ministra Delaíde do Arantes do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Formação – As competências requeridas para o exercício da medicina do trabalho foram explanadas pela professora do Departamento de Medicina Preventiva e Social da UFMG e diretora científica da ANAMT, Elisabeth Dias. Existem hoje 14 residências médicas e a ANAMT também aplica provas para conceder o título, conforme regulamenta a Associação Médica Brasiliera (AMB) para o exercício da medicina do trabalho.

Em seguida, o professor da Universidade de Brasília (UNB) Mário Cesar Ferreira explanou sobre programas de qualidade de vida do trabalhador. Para o professor, a maioria dos programas de QVT são baseados no assistencialismo e em aumentar a resiliência e a resistência física e mental do trabalhador, sem uma preocupação com as reais necessidades do trabalhador.
Saúde Mental – A segunda mesa da manhã tratou do tema saúde mental. O primeiro palestrante foi o médico Miguel Ximenes de Rezende, que falou da experiência do programa de assistência ao trabalhador do Hospital Estadual Miguel Álvaro, em Santos. Em sua fala, ele apresentou algumas hipóteses que levam ao adoecimento médico, como a automedicação e o sentimento de onipotência. “O médico tem dificuldade em lidar com suas fraquezas e quando decide procurar ajuda, os problemas já estão enormes”, contou.
Veja aqui as fotos do evento.

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