A terceira edição do Fórum de Clínica Médica, realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), reuniu especialistas de todas regiões do país no dia 27, em Brasília. O papel do especialista e sua valorização foram os temas que permearam palestras durante todo o dia. O tema tem sido discutido pela Câmara Técnica da área a qual tem analisado as competências clínicas e a ampliação da residência desta especialidade para três anos.

Buscando compreender melhor o cenário e dar maior segurança para o residente em clínica médica, o fórum debateu as mudanças do perfil do especialista. “São pontos fulcrais aos nossos interesses ter o clínico bem formado e capaz de assumir suas responsabilidades, o que requer estrutura, condições de trabalho e valorização profissional”.

Segundo a coordenadora-adjunto da Câmara Técnica no CFM, Maria do Patrocínio Tenório, esses debates objetivam destacar o clínico como fundamental para a regulação do cuidado e para a otimização dos recursos em saúde. “Ter um clínico no sistema de saúde significa ter a melhor assistência para o adulto e a melhor qualidade no atendimento secundário e terciário”.

O representante do Ministério da Saúde e coordenador Geral de Gestão da Atenção Básica, Arnoldo de Oliveira Júnior, falou da importância de se ter profissionais clínicos no sistema de saúde e ainda defendeu uma carreira de Estado para que garantir a interiorização deste profissional.

“Nós abandonamos o médico e não o valorizamos. O Ministério criou o Programa Mais Médicos, para resolver a interiorização, mas é um esforço muito pequeno. O que precisamos é formar médico de qualidade e ter uma carreira médica que, ao meu entender, é a única coisa capaz de salvar essa situação”.

Competências – Durante o encontro também foram discutidas as Competências do Clínico/Internista como forma de orientar a formação e o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes do especialista. O tema tem sido debatido nas reuniões periódicas da Câmara Técnica.

Segundo Maria do Patrocínio Tenório, a análise tem levado em conta a revisão de literatura das principais diretrizes internacionais sobre o tema. “A Câmara Técnica procura respeitar as necessidades e especificidades regionais, locais e o perfil institucional de formação do especialista, garantindo um padrão de formação uniforme central em Clínica Médica/Medicina Interna”.

Como o tema ainda está em fase de análise, o CFM aguarda o fim do trabalho da CT de Clínica Médica para avançar na proposta. Caso seja aprovada, deverá ser encaminhada para Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) do Ministério da Educação, coordenada por Rosana Leite, e posteriormente pela Comissão Mista de Especialidades.

CFM premia vencedores da I Olímpiada de Medicina Interna

Como proposta de divulgar a especialidade entre estudantes do sexto ano de graduação de medicina e residentes em clínica médica, o Conselho Federal de Medicina (CFM) organizou o I Olimpíada Brasileira de Medicina Interna. Os quatro vencedores do concurso receberam troféus e certificados de honra ao mérito, em Brasília (DF), durante o III Fórum de Clínica Médica do CFM, em 27 de abril.

A competição, ocorrida no dia 27 de março, contou com a participação de universitários do sexto ano de medicina e de residentes em clínica médica do primeiro, segundo e do terceiro ano (R1, R2 e R3). Foram 535 inscritos de faculdades e residências de todos os estados do país. Os candidatos foram submetidos a provas escritas e objetivas realizadas por meio eletrônico. Foram disponibilizadas três horas para os candidatos responderem oitenta questões de múltipla escolha com base em casos clínicos.

Os prêmios foram atribuídos a cada um dos melhores desempenhos, por categoria. O graduando em Medicina pela Universidade de São Paulo (FMUSP), Daniel Abdalla Added Filho, foi o vencedor na categoria do sexto ano. Em seus agradecimentos, ele referiu que além de uma conquista profissional, é uma ótima forma de reconhecimento dos seus esforços durante a graduação.

Na categoria de residência em medicina interna, foram premiados Ana Flávia Garcia Silva (residente de primeiro ano), da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP); Antonio Eduardo Ribeiro Nakamura (residente de segundo ano), da Escola Paulista de Medicina Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); e Diego Aparecido Rios Queiróz, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Para a integrante da Câmara Técnica do CFM, Paula Gaiolla, a proposta cumpriu o seu papel ao mobilizar o Brasil em torno da Medicina Interna. “O perfil de desempenho da prova mostrou discriminação entre as categorias. Cumprimos nosso objetivo ao incentivar e valorizar o profissional que tem interesse em se capacitar ou que está em treinamento na área de medicina interna”, destacou.

Confira abaixo as apresentações do evento:

 

 

 

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