As perspectivas de trabalho do médico no Sistema Único de Saúde (SUS) estiveram em debate no II Fórum Nacional Pró-SUS, promovido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) no dia 23 de julho de 2019, na sede da autarquia, em Brasília. Uma carreira federal do médico, com uma remuneração maior para quem atuar no chamado Brasil profundo. O modelooi anunciado como uma das características do programa de contratação de médicos para atuar na atenção primária, segundo afirmou a secretária de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, Mayra Pinheiro. As linhas gerais do programa, que substituiu o Mais Médicos, foram apresentadas após a abertura do evento, promovido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), sob a coordenação do conselheiro federal Donizetti Giamberardino, coordenador da Comissão Nacional Pró-SUS.

Abertura – Antes da conferência, na abertura do evento, o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Vital, ressaltou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) e apontou como maiores problemas o subfinanciamento e problemas de gestão. Também exortou o II Fórum Pró-SUS a apresentar propostas para melhorar o atendimento à população. “O momento exige alternativas viáveis, legais e éticas para assegurar a sobrevivência do SUS”, afirmou.

Dando sequência ao encontro, palestrantes apresentaram propostas para a atenção básica, na mesa redonda “Perspectivas da Atenção Primária em Saúde”, que debateu formas de fortalecimento desse tipo de atendimento no país. O encontro discutiu ainda diversos outros temas, como residência médica, o processo de consolidação do Sistema de Acreditação de Escolas Médicas (Saeme), relações de trabalho do médico e seus aspectos jurídicos, dificuldades das Santas Casas e o processo de pejotização atualmente imposto aos médicos.

Legislação deve mudar – O representante do CFM a mesa redonda, advogado Alejandro Bullón, responsável pela Coordenação de Assuntos Jurídicos da entidade, defendeu mudanças na legislação. “Para o fisco, o médico que atende em um hospital como pessoa jurídica é um empregado e deve contribuir como pessoa física. Para mudar este entendimento, será preciso mudar as leis”, defendeu.

Ao final do evento, o coordenador da Comissão Pró-SUS, Donizetti Giamberardino, elogiou os palestrantes e as intervenções feitas no debate. “Apesar da apresentação de pontos de vista diferentes, foi possível perceber que há um propósito comum: o fortalecimento do SUS”, ressaltou. Acesse aqui as palestras do encontro no CFM.

 

 

Apresentações

Lucas Wollmann

Rosana Melo

Francisco Romeiro

Sigisfredo Brenelli

Caio Luiz Vieira de Mello

Gabriela Giacomini

Jorge Darze

Alejandro Bullón

 

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