As dificuldades para controle da tuberculose no Brasil e no mundo foram discutidas no CFM, durante o I Fórum do CFM sobre a doença no País. Os tratamentos, dificuldades no enfrentamento e a preocupação com a resistência do bacilo tuberculoso foram alguns dos desafios debatidos. O encontro reuniu médicos infectologistas e outros especialistas, além de pesquisadores e consultores no tema.

O evento foi aberto pelo presidente do CFM, Carlos Vital Tavares Corrêa Lima, e pelo conselheiro federla Sidnei Ferreira. Na cerimônia de abertura, o presidente destacou a preocupação com a volta de doenças como a poliomielite e o sarampo e com o controle da tuberculose. “Estamos atentos à questão da tuberculose no País. Por essa razão, temos no CFM uma Comissão dedicada exclusivamente a discutir o assunto. É fundamental o envolvimento dos médicos no combate a essa doença”, ressaltou Carlos Vital.

O Fórum foi conduzido pelo coordenador da Comissão para Discussão sobre a Tuberculose no Brasil, Sidnei Ferreira, também 2º secretário do CFM. O diretor celebrou o resultado do evento: “as discussões do Fórum foram extremamente proveitosas, com a participação de diversos especialistas e pesquisadores, além de representantes do Ministério da Saúde. Os participantes pediram a realização de um segundo fórum sobre a doença e o apoio do CFM em pesquisa multicêntrica nacional a ser elaborada pelos pesquisadores presentes”, comemora o coordenador do evento. Também participaram dos debates do Fórum os conselheiros Celso Murad, Jeancarlo Cavalcante e Lúcio Flávio Gonzaga.

As apresentações analisaram desafios como a falta de investimentos pela indústria farmacêutica, demora no tratamento e recidiva da doença entre os pacientes. Pela manhã, o Fórum promoveu a Mesa Redonda Panorama atual da Tuberculose no Brasil, aberta pela apresentação “Primeira década do tratamento RHZE/FDC no Brasil”, ministrada pela coordenadora-geral do Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), Denise Arakaki Sanchez.

A representante do Programa apresentou dados sobre a incidência da doença e destacou que o Brasil é o único país das Américas presente em duas listas de países prioritários, tanto para tratamento de HIV quanto tuberculose. A palestra foi seguida pela palestra “medicamentos em doses fixas combinadas, apresentada pela coordenadora-geral de Assistência Farmacêutica e Medicamentos Estratégicos do Ministério da Saúde, Lorena Evangelista; e da palestra sobre o impacto dos primeiros anos de diagnóstico molecular no Brasil, ministrada pelo coordenador do Programa Acadêmico de Tuberculose – ‎Faculdade de Medicina da UFRJ, Afrânio kritski. As apresentações da manhã foram encerradas com a palestra Condutas na infecção latente, ministrada pela consultora técnica do Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Brasil do Ministério da Saúde, Fernanda Dockhorn seguida de debate.

No período da tarde, as micobacterioses em debate foi o tema da mesa redonda que contou com apresentações sobre inibidores de TNF/imunológicos, ministrada pelo médico da Divisão de Tuberculose da Secretaria da Saúde de São Paulo e da Prefeitura do Município de São Paulo, Sidney Bombarda; perspectivas medicamentosas na tuberculose, conduzida pela pesquisadora da Fiocruz Margareth Dalcolmo; além de Tuberculose na população pediátrica, com apresentação do professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro – (UFRJ), Clemax Couto Sant´Anna. A última palestra foi conduzida ainda por Margareth Dalcolmo, também membro do Comitê Assessor em Tuberculose do Ministério da Saúde. A apresentação abordou o tema micobactérias nas tuberculoses: doenças emergentes?. O encontro foi encerrado com um debate entre os participantes e sugestões de estratégias para o combate à tuberculose. Confira abaixo a programação do evento e as apresentações proferidas no encontro.

 

I Fórum sobre tuberculose no País – Abertura

Mesa redonda – Panorama atual da Tuberculose no Brasil

I Fórum Sobre Tuberculose no País – Mesa redonda – As micobacterioses em debate

 

 

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