Na manhã de 10 de outubro de 2019, o V Fórum de Pediatria do Conselho Federal de Medicina (CFM), realizado durante o 39º Congresso Brasileiro de Pediatria (CBP), em Porto Alegre (RS), trouxe para o centro dos debates o tema “Saúde da criança indígena”. Moderada pela pediatra e secretária-geral do CFM, Dilza Teresinha Ambrós Ribeiro, a primeira mesa-redonda contou com a participação de vários especialistas da área, que apresentaram um panorama da assistência à saúde fornecida pelo poder público aos diferentes povos e etnias.

“O CFM tem atuado com intensidade para garantir a presença dos médicos nas regiões de fronteira e no interior profundo do Brasil, como na floresta amazônica. No geral, essas localidades de difícil acesso não contam nem com a infraestrutura básica. Por isso, o Conselho – em parceria com o Exército Brasileiro e outras instituições da sociedade civil – está empenhado em suprir esse desafio, especialmente na questão indígena, uma vez que essa parcela da população, sobretudo a infanto-juvenil, também tem direito de acesso a diagnósticos e tratamentos”, pontuou a diretora do CFM.

Introduzindo a discussão, o professor do curso de Medicina da Universidade Federal do Acre (UFAC), Rodrigo Pinheiro Silveira, enfatizou o expressivo número de indígenas distribuídos por todos os estados do País aproximadamente 800 mil – e apresentou as especificidades relacionadas à organização dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), âmbito em que ocorrem os atendimentos na Atenção Primária.

Drogas lícitas e ilícitas – Na ocasião, ocorreu ainda o colóquio “Crianças e adolescentes usuários de drogas”, conduzido pelo membro da Comissão para Controle de Drogas Lícitas e Ilícitas do CFM, João Paulo Becker Lotufo, que alertou para a diminuição da percepção dos riscos do uso de drogas e apresentou trabalhos científicos sobre a experimentação de drogas na faixa etária escolar. A secretária-geral do Conselho, Dilza Teresinha Ribeiro (ao centro), falou sobre o que o CFM tem feito para garantir o atendimento médico nas regiões fronteiriças do País.

O especialista também ressaltou os riscos dos dispositivos eletrônicos para fumar – vaporizadores, cigarros eletrônicos e outros. Segundo ele, os artefatos são potencialmente perigosos, uma vez que são percebidos como atrativos aos não fumantes, em especial para os adolescentes e jovens.

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