Escrito por Karlisson Eder da Cunha Lima*
 
 

Recentemente foi publicado na imprensa que, a presidente Dilma Rousseff declarou que “os médicos cubanos são mais atenciosos que os brasileiros”. Essa declaração infeliz da nossa chefe de Estado causou indignação da classe médica brasileira, principalmente dos colegas que se dedicam ao SUS, trabalhando com sangue e suor na tentativa de constitucionalizar a prestação da saúde tão explicita na carta magna brasileira.
 
Posso ate admitir que, em algum momento do árduo trabalho nas urgências, ou até mesmo diante da demanda excessiva nos ambulatórios, algum colega brasileiro agiu com certa insensibilidade perante o usuário do SUS. Porem, nobre presidenta, entenda que estes colegas são vitimas de um sistema injusto, caracterizado pela ausência do governo federal em assumir seu papel na criação da carreira publica de estado no SUS.
 
Quando a senhora diz que os médicos brasileiros são pouco atenciosos, me sinto na obrigação de destacar que, graças a estes médicos, a senhora hoje esta com vida. Os doutores “menos atenciosos” que a senhora insinua, foram fundamentais para o tratamento do seu câncer no sistema linfático em 2009.
 
Temos bons médicos no Brasil. O nível dos colegas que lhe atenderam no Sírio Libanês, é praticamente o mesmo nível dos demais que trabalham no SUS. Tanto os doutores paulistas, como os doutores brasileiros, exercem a medicina com atenção, amor e competência. Nós estamos nos dedicando para dar dignidade ao brasileiro, que assim como a senhora, padeceram de doenças graves, a exemplo do câncer.
 
Portanto, presidenta, peço que a senhora tenha mais respeito com nossa classe. A Saúde publica de qualidade não se faz SOMENTE com atenção, carinho, beijinho e abraços. Entenda que as doenças devem ser tratadas principalmente com recursos MATERIAIS (leitos, medicamentos, exames) e recursos HUMANOS (Enfermeiros, Farmacêuticos, Nutricionistas e etc.).
 
Posso lhe garantir que, somente com atenção e carinho, não é possível tratar nenhuma patologia. Ainda mais um câncer linfático como o que lhe acometeu, que graças aos médicos brasileiros, não lhe custou à vida.
 
 
 
* É diplomado pela UFRN, atua como Médico Auditor e no Atendimento em Estratégia de Saúde da Família. Possui experiência em atenção primária de saúde das unidades de fluviais Abaré I e II do município de Santarém (PA).
 

 
    

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