Escrito por Rodrigo d’Eça Neves

 
A greve é um recurso que assiste ao cidadão que goze da plenitude dos seus direitos legais.
 
Ela seria sempre pacífica e ordenada se no lado do poder existissem ocupantes com a única intenção de promover o bem estar do contribuinte.  Mas, se este fosse o sentimento reinante no espaço do poder então não haveria protestos.

As únicas armas da população são: alimentação adequada, educação, politização e memória para dirigir ou modificar o voto ao escolher o seu representante e não apenas como pagamento de beneficio pessoal, pois neste instante tu estás sendo corrompido e votando num corruptor.

Este nunca representará teu pensamento e tão somente o dele e seus interesses pessoais.
Quando o tempo passa é possível perceber que somando os vencimentos declarados do teu candidato não alcançará o suficiente para permitir a opulência que demonstra.

Nas passeatas não se deve permitir a intromissão de bandeiras de nenhum partido político além de impedir o arruaceiro que inicia a violência provocando a polícia, para descaracterizar a lisura do protesto.

O movimento deve interferir o mínimo possível na vida dos cidadãos que são tão vítimas quanto tu o és, pode sim estimular a participação deles. A paralisação é claro que ofende muitos setores da sociedade.
No caso do médico é muito difícil seu envolvimento em paralisação por tempo indeterminado, pois a natureza não para seus processos biológicos e a demanda do médico é para atender na hora exata em que ocorrem os fenômenos da saúde.

Nenhuma crença ou religião se sobrepõe ao sentimento humano do médico ou da medicina.

Estes aspectos associados à cidadania e treinamento do médico criam em sua mente uma censura que não lhe permite endossar e incorporar estes movimentos.

As urgências e emergências têm que ser atendidas até mesmo em tempo de guerra seja o atingido amigo ou inimigo.

O serviço médico acaba atingido por algumas paralisações como a do transporte urbano ou quando o local de trabalho não tem condições de exercício de qualidade, digno e ético.

Nas greves quando o governo central é mortalmente atingido o médico acaba sendo responsabilizado pelos desmandos originários do seu poder.

A promessa de importar “milhares de médicos” é vazia, pois corresponde a importar cozinheiro sem lhe dar a cozinha.

Da mesma forma, levar alunos com frágeis conhecimentos não soluciona a necessidade desta população que não merece mais este descaso.

O que não há no interior do Brasil é a logística que se faz necessária para o exercício da medicina cada vez mais sofisticada, faltam recursos e técnicos das várias áreas da saúde para ser no mínimo satisfatória
Médico há em numero suficiente no Brasil e uma carreira federal com concurso e promoções ao longo do tempo, como na magistratura, levaria o médico jovem para estes rincões distantes porque no futuro quando seus filhos necessitarem de escola eles já estarão em cidades de maior porte com recursos suficientes para recebê-lo e a sua família.

Ainda cabe lembrar que na municipalização da assistência médica do SUS; além da compra de ônibus e ambulâncias, que apenas transportam os pacientes para centros maiores; nada mais foi realizado, mesmo com médico residindo e trabalhando na origem.

* É professor titular de Cirurgia Plástica e chefe do Serviço de Pós-Graduação em Cirurgia Plástica
da Universidade Federal de Santa Catarina.

 

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