Escrito Fadlo Fraige Filho*
 
 
O governo brasileiro por encomenda da presidente Dilma Rousseff resolveu abrir para médicos estrangeiros o exercício da medicina em nosso país (O Estado de São Paulo 28/02/13). A alegação é de que faltam médicos nos longínquos rincões e nas regiões mais pobres deste imenso país continental.
 
Seria a falta de visão dos senhores governantes, e seu desconhecimento do exercício da medicina em seu mais amplo espectro, que os está levando a este erro diagnóstico de abrir espaço a médicos estrangeiros, ou existe algo por trás? Ou, será esta alegação uma cortina de fumaça para esconder a real motivação?
 
É impossível que eles não saibam do gigantesco número de Faculdades de Medicina no país, (por volta de 200) e a quantidade gigantesca de profissionais colocada no mercado de trabalho a cada ano. Para piorar foram autorizadas mais vagas de cursos de medicina. 
 
O que ocorre é que realmente o médico não quer ir para esses rincões longínquos onde não existe a mínima condição de exercer a profissão Então, o que o governo precisaria fazer, é criar reais condições de trabalho e assistenciais nesses locais, uma vez que apenas com caneta e receituário, não é possível exercer a medicina.
 
Este é uma situação de “deja-vu”, de 1970, quando o Cel. Jarbas Passarinho então Ministro da Educação, durante a ditadura militar, disse que resolveria o problema da assistência médica à população, aumentando o número de Faculdades. Outro erro de diagnóstico!
 
Que médicos virão exercer a profissão no Brasil? Obviamente nenhum dos países de primeiro mundo ou hemisfério norte. O que teremos como concorrentes serão os médicos latino americanos que não tiveram, absolutamente o preparo de nossos médicos,  com altíssimo grau de seleção de conhecimentos nos vestibulares. Isto é um imenso desrespeito aos acadêmicos de medicina e médicos brasileiros.
 
Cabe mencionar que milhares de brasileiros que não conseguiram passar nos vestibulares aqui, estão cursando em diversos países latinos, sendo só na Bolívia 20 mil em cursos extremamente precários, que farão revalidação de seus diplomas no Brasil.(jornal do Cremesp fev 2013).
 
Outra possibilidade é termos uma grande presença de médicos cubanos e venezuelanos aqui. Cabe lembrar de como foi iniciada a revolução comunista-socialista, exportada de Cuba para Venezuela, que recebeu a alcunha de “bolivariana”, como disfarce ao seu real propósito. Os “médicos” de Cuba, iniciaram esse movimento na Venezuela, através do intercâmbio, em que Cuba exportava para a Venezuela, esses “médicos” e em troca recebia o suporte econômico e petróleo da Venezuela. Esses “médicos” foram fazer a catequese e divulgação do movimento comunista, justamente nesses rincões pobres, distantes e abandonados pelo próprio governo, (e não pelos médicos), que lá não encontram nenhum tipo de condição para exercer sua profissão.
 
É preciso lembrar que a população mais carente e sem cultura é a mais susceptível de ser arrigimentada. Estaremos implantando as células metastáticas do câncer bolivariano no Brasil, que levaram a destruição e miséria naqueles dois países?
 
Espero que este seja um alerta, que sirva de motivação para que os médicos e acadêmicos, de uma forma democrática possam defender seus interesses, seu direito ao exercício do trabalho e a sua profissão.
 
 
* É  médico endocrinologista.
 

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