Lúcio Flávio Gonzaga Silva*

 

A ideia é tornar azul as cidades. O homem, normalmente menos afeito a zelar por sua saúde, tem no novembro azul a oportunidade de despertar para uma questão crucial. Por que doenças evitáveis, ou no mínimo controláveis, continuam molestando-o?
Nesse mês dedicado ao câncer de próstata, os médicos do Ceará, especialmente os urologistas, desejam a todos os cearenses um tempo inteiramente azul.

O propósito é conscientizar os homens para os cuidados de prevenção de doenças. Além do câncer de próstata (objetivo maior da campanha desse mês de novembro), que pode ser curado quando diagnosticado no seu começo, lembramos outras duas neoplasias malignas urológicas que podem ser absolutamente preveníveis: o câncer de pênis, ainda presente entre nós (pode ser evitado com medidas simples de higiene, como um bom banho diário), e o câncer de bexiga (parar de fumar é uma medida preventiva inteligente).

Porém, o foco do mês é o câncer de próstata. Há mesmo razão para um novembro azul?

A resposta é simples e afirmativa: o câncer de próstata é a neoplasia maligna mais comum do homem idoso na Europa, nos Estados Unidos da América e também no Brasil. Tem uma estimativa para o nosso país de 53,69 casos para cada 100.000 homens, superior até mesmo ao câncer de mama, 44,68 para cada 100.000 mulheres.

Ademais, essa neoplasia maligna é a segunda causa de morte entre os homens. Para o brasileiro com 50 anos de idade e expectativa de vida, hoje a probabilidade de morrer por câncer de próstata é 3%. Há uma chance concreta de diminuir esse percentual via realização de exames periódicos anuais.

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda o exame retal digital e a dosagem sérica de PSA anualmente a partir dos 50 anos para todos os homens e a partir de 45 anos para aqueles com histórico familiar positivo (pai, irmão, tios portadores da doença).

O novembro azul tem especificamente uma missão: chamar atenção do homem para o cuidado com a sua saúde, a corresponsabilidade na luta pelo que o é de mais precioso, a defesa da vida, e como disse o grande escritor e intelectual romano Sêneca, “é parte da cura o desejo de ser curado”.

Conta-se que um velhinho bateu na porta dos céus. São Pedro a abriu e perguntou: “Por que só chegou hoje? Esperávamos você há muitos anos”. Ele respondeu ao santo: “Cheguei assim muito tarde, somente hoje, porque todos os anos eu fazia minha prevenção ao câncer de próstata”.

 

* Professor de graduação e pós-graduação da Universidade Federal do Ceará, conselheiro do Conselho Regional de Medicina do estado do Ceará e do Conselho Federal de Medicina, urologista do Hospital Haroldo Juaçaba.

    

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