Escrito por Moises Chencinski*

Eu não sei se gostaria de fazer outra coisa, de ter outra profissão e nem sei se saberia seguir outro caminho.

Recentemente, em um curso da Sociedade de Pediatria de São Paulo, assisti uma ótima aula sobre Obesidade na Adolescência, ministrada por um médico que foi orientado por mim na época da residência, há mais de 25 anos (Dr. Maurício de Souza Lima).

Ao final da sua exposição, na hora do almoço, ele veio conversar comigo e disse estar feliz por me ver ali, relembrando nossos tempos da residência médica na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Mal sabia ele o quanto eu estava feliz por vê-lo ali, por testemunhar sua evolução e por sentir uma pontinha de orgulho de saber que fui um pouco (bem pouco) responsável por aquele momento.

Eu gosto de ser médico. Nessa mesma aula, encontrei com colegas de mais de uma escola, de mais de uma Faculdade de Medicina, “ex-rivais”, agora aliados.

Colegas e amigos da Santa Casa, da USP, da UNIFESP, da PUC e de outras escolas; dos cursos de formação; da minha época de residência e do curso de homeopatia estavam ali, juntos, em um sábado inteirinho dedicado ao estudo, felizes, trocando experiências, alguns, como eu – já com quase 30 de formado – e outros mais jovens, vivenciando o começo de sua vida profissional e social.

Mal sabiam eles que ali estava presente, em cada um deles, uma parte da minha história, do caminho que me trouxe até os dias de hoje e me fez ser grande parte do que sou.

Eu gosto de ser médico. Nesse dia, me lembrei do meu pediatra: médico formado há um bom tempo, sentado ali ao meu lado, durante as aulas de atualização, na época em que eu era residente, fazendo anotações sobre temas que ele ainda iria utilizar para beneficiar as crianças que o procurariam.

Ele, a terceira pessoa que eu fiz questão de avisar quando fui aprovado no vestibular para Medicina. Ele que me recebeu com cabelos grisalhos, óculos, o mesmo sorriso acolhedor e a mesma balinha que tirava do bolso de seu jaleco quando meus pais me levavam para consultá-lo e que eu ganhava por ter sido um bom menino.

Mal sabia ele o quanto eu me orgulhava de ver o meu Pediatra nunca se cansando de aprender, nunca se satisfazendo com o que ele já sabia.

Eu gosto de ser médico. Quero dedicar esse momento, antes tarde do que nunca, ao meu Pediatra, que cuidou de mim, de meus pais (minha família), que ajudou a me inspirar e a seguir essa carreira que eu abracei com tanto amor, que me estimulou pelo simples fato de nunca estar satisfeito, de sempre buscar mais, de estudar e aprender, de cuidar, de ensinar a outros médicos, como eu, a beleza e a felicidade de ser médico. Dr. Marcos Zlochevsky, com muito carinho, representando os médicos que eu conheço e respeito, desejo que esse dia 18 de outubro seja um Feliz Dia dos Médicos. 

* É pediatra e homeopata, autor dos livros “Homeopatia mais simples do que parece” e “Gerar e nascer – um canto de amor e aconchego” (www.doutormoises.com.br).

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