Escrito por Fernando Weber Matos

 

A futura presidente do Brasil, Dilma Roussef, garantiu em sua primeira entrevista após a eleição, que a Saúde, ao lado da Segurança, será prioridade em seu governo, sinalizando que as promessas de campanha não ficarão restritas aos palanques e aos espaços obrigatórios ocupados no rádio e na televisão.

Não tenho porque duvidar dos propósitos da presidente eleita. Afinal, a saúde é uma chaga que martiriza a sociedade brasileira há muito tempo. Portanto, nada mais adequado do que enfim surgir um governante determinado a cicatrizar essa ferida que tanta agonia causa em milhões de pessoas que dependem do Sistema Único de Saúde.

Agora, qualquer política séria e bem-intencionada de saúde terá de levar em conta o trabalho dos profissionais do setor, em especial os médicos. Os médicos atuam na linha de frente do sistema muitas vezes sem condições mínimas de exercer seu trabalho da maneira como gostariam – e como deveria ser -, e, como se não bastasse, submetidos a relações trabalhistas precárias e com remuneração aviltante.

Os pacientes e os médicos são os maiores interessados em que a boa intenção da presidente eleita Dilma Roussef se materialize o quanto antes, com maiores investimentos aliados à indicação de gestores realmente capacitados e comprometidos com a saúde pública.

Se Juscelino Kubitscheck queria o Brasil progredindo 50 anos em cinco, a futura presidente poderia lutar para que a saúde no País avance 40 anos em quatro.

Para isso, é preciso não perder tempo e começar a abrir mais leitos, ampliar as emergências, qualificar os postos de saúde, disponibilizar mais consultas, agilizar a realização de procedimentos cirúrgicos e valorizar os médicos dentro do SUS. É fundamental, também, a criação de um plano de cargos, a exemplo do que existe no Judiciário, para estimular a interiorização do médico.

A classe médica está a postos, e isso há muito tempo, para prestar um atendimento de excelência, não apenas aos portadores de planos privados, mas a toda a sociedade, sem diferenciação social e econômica. Para o médico, não existe paciente rico ou pobre. Existe o paciente, e este merece plena atenção, integral cuidado.

E quem mais habilitado do que uma mulher para ter essa percepção? A experiência da maternidade confere à mulher um olhar mais sensível e aguçado sobre o valor da saúde. Quem sabe agora, com uma mulher – mãe e avó – na Presidência da República, a saúde pública possa se transformar naquilo que todos almejamos.

 

* É presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers).

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