Escrito por Mônica Andreis*

 

Mais do que impedir, a pergunta é: como evitar a iniciação pelo adolescente? Tempos atrás, o cigarro era objeto de desejo, glamourizado no cinema, nas propagandas, símbolo de independência e sedução, um estímulo e tanto para os jovens! O curioso é que atrás da atitude de auto-afirmação e aparente liberdade de escolha estava um minucioso jogo de manipulação, onde o objetivo era justamente ampliar o mercado de venda de cigarros através da conquista dos jovens, usuários fiéis e a longo prazo, de um produto que vicia e na verdade nada tem de glamouroso.

Só o fato de trazer isto à tona já ajuda, pois ninguém gosta de se sentir enganado e manipulado. Mas agora as estratégias de marketing estão mais sofisticadas, apesar do objetivo dos fabricantes ser o mesmo: vender seu produto. Assim, como dito em outro comentário, um ponto importante é não deixar de responsabilizar os fabricantes e ampliar as restrições já existentes ao marketing, mesmo indireto.

Outro ponto a discutir é o acesso aos cigarros, tanto pela proibição de venda a menores — que tantas vezes é descumprida — como pelo preço do maço no Brasil, um dos menores do mundo. Além disso, o visual atraente, com caixinhas de metal para colecionar, à altura dos olhos, tudo favorece a curiosidade e a facilidade de acesso pelo jovem.

As fases de experimentação e de vivência de novas emoções, com as angústias e incertezas desta etapa, trazem sim o risco da busca de satisfação através das drogas. Não é à toa que a maior parte dos fumantes tenha iniciado o tabagismo na adolescência, mas o que muitos deles não prevêem é que vão seguir fumando por mais uns 30 anos, apesar de achar que param quando quiserem. É quase como uma escolha de carreira!

E o pior é que se descobre depois que este prazer é fugaz, as angústias da vida não desaparecem ao fumar, e a saúde cobra seu preço. O jovem pode evitar o tabagismo sendo bem informado e participante. É justamente para isto que a Aliança para Controle do Tabagismo está com inscrições abertas até 18 de novembro para seu primeiro concurso cultural de vídeos para controle do tabagismo. Os vídeos (que podem ser amadores) deverão ter até 1 minuto de duração e abordar tabagismo passivo e/ou poluição tabagística ambiental. As informações, regras e inscrições estão disponíveis em: http://www.actbr.org.br/fumopassivo/concurso.asp


*Mônica Andreis é psicóloga e vice-diretora da Aliança de Controle do Tabagismo

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