Fabiano Pimentel*

 

Participação econômica e bem-estar social são alguns dos princípios que regem o sistema cooperativista

 

O cooperativismo é o modelo econômico que mais cresce no mundo, revelando-se também como um dos mais sustentáveis. De acordo com o pesquisador Júlio Aurélio Lopes, o sistema cooperativista é predominante em países que apresentam maiores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH).

Austrália, Holanda, Nova Zelândia, Suécia, Suíça, Japão e várias outras nações de primeiro mundo abraçaram o modelo cooperativista, e todas apresentaram redução nos índices de desigualdade. Isso acontece porque as cooperativas desses países atuam de forma diversificada e são responsáveis até mesmo pela produção de energia renovável, como a eólica e a solar.

Essa diversidade também pode ser observada no Brasil, que atualmente conta com o serviço de 10 milhões de cooperados em atividades, que englobam a rede bancária, transportes escolares, agronegócios, especialidades médicas e outros serviços essenciais à população.

Atualmente, no Espírito Santo, as cooperativas de especialidades médicas são responsáveis pelo fornecimento de 1.500 especialistas nos atendimentos de urgência e emergência dos hospitais públicos estaduais. Segundo dados levantados pela Federação Brasileira das Cooperativas de Especialidades Médicas (Febracem), somente em 2014, mais de 572 mil atendimentos foram realizados por esses profissionais.

Dentro desse universo, 168 mil correspondem aos procedimentos realizados pela Cooperativa de Cirurgiões Gerais do Estado do Espírito Santo (Cooperciges). A entidade hoje soma mais de 300 especialistas em áreas diversificadas, como cirurgia geral, vascular, digestiva, bariátrica, Urologia, entre outras.

Mesmo quem não é beneficiado de forma direta pelos serviços prestados pelas cooperativas ganha com o fortalecimento do modelo, pois grande parte dos rendimentos recebidos ao longo dos mais de 20 anos de atuação foi revertido em impostos municipais, estaduais e federais.

Essa participação econômica, junto do bem-estar da comunidade, está entre os princípios fundamentais do cooperativismo desde o seu surgimento. Isso torna possível a promoção do acesso da população carente a serviços essenciais. Esses pilares também incluem a adesão livre e voluntária, gestão democrática, autonomia, intercooperação, educação continuada e informação.

Além disso, seus membros constantemente se unem em prol de iniciativas solidárias. É o caso do Dia C, que reúne anualmente milhares de cooperativas em todo o País para ofertar um dia de serviços e lazer à população carente. A iniciativa é da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Em 2014, 25 estados aderiram à campanha. O Sistema OCB mobilizou mais de 200 mil voluntários de 1.440 cooperativas, que, juntos, conseguiram beneficiar cerca de um milhão de cidadãos. Fazer parte disso é compartilhar amor, felicidade, sabedoria, conhecimento e tempo.

As cooperativas de todo o mundo continuarão a fazer sua parte pela sociedade. Não somente em datas específicas, mas no dia a dia do cidadão. Contribuir para o bem- estar social sempre fará parte do que acreditamos e almejamos para o futuro.

 

*Fabiano Pimentel é diretor-presidente da Cooperativa dos Cirurgiões Gerais do Espírito Santo.

 
    

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