Escrito por Aucélio Gusmão*


Negócios fazem dinheiro, amizade pura e cristalina, não. Só cativa!

Ter amigo é dividir a vida. Isto é a sublimação e a nobreza do sentimento humano, que reúne algo de ético, justo, real e verdadeiro. Imaginem assim: não há melhor espelho que um velho amigo, por isso mesmo, não tenha amigos que não lhe sejam iguais.

Definir com clareza o amigo e o conhecido já é um grande passo na vida. Separa com precisão, demonstra a autenticidade, onde existe mérito para depositar confiança ou não.

Do amigo se espera o afeto, o bom senso e a retidão comportamental. O apoio necessário e decidido nos momentos de dificuldades, a solidariedade que não pode faltar.

É preciso cuidado, há os que não passam de aproveitadores. Simulam ser amigo, quando na verdade tiram proveito. De alguma maneira procuram impressionar, parecer ser.

Não deveis julgar os outros pela aparência (La Fontaine), sugere precaução. Para Churchill, guardar as aparências, eis a habilidade; o mundo acreditará no resto.

Amigos comparecem aos banquetes sem serem chamados, no entanto, são os primeiros a se disponibilizarem nas adversidades. O verdadeiro bem-estar reside onde seus amigos estão.

Quem não sente ânsia de ser mais, não chegará a nada, é um provérbio espanhol. Aí reside o perigo. Negócios fazem dinheiro, amizade pura e cristalina, não. Só cativa!

São as paixões e não os interesses que guiam o mundo, já se disse inúmeras vezes, mas não se brinca com o amor. O amor e a paixão se excluem mutuamente. Para Mário Quintana, a mais deliciosa manifestação de amor é a falta de respeito.

Paixão é avassaladora. Nos primeiros momentos uma mulher ama o amante. Com o amadurecimento, ama o próprio amor.

A amizade é um sentimento mais nobre que o amor. Eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade, dirá divisão, pensou Vinícius de Moraes.

E mais, a gente não faz amigos, apenas reconhece-os.

 

* É presidente da Unimed João Pessoa (PB).


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