Escrito por Michelle França*


A questão do excesso de peso e obesidade tornou-se, nos últimos anos, um dos maiores problemas de saúde pública do mundo. Apesar do aumento da incidência da doença e dos problemas relacionados, o excesso de peso ainda não é abordado de forma adequada. A avaliação do peso deve fazer parte da rotina de atendimento já na infância e as orientações para prevenção do ganho de peso e , quando necessário, perda de peso deve ser prioridade. Só para se ter uma idéia, estudo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) mostrou que os gastos do SUS (Sistema Único de Saúde) com pacientes obesos são equivalentes à quase 5% das despesas totais do sistema. O material aponta também que cerca de 8% das hospitalizações de homens e mulheres são associadas ao excesso de peso.

Na Inglaterra, outro estudo – Tackling Obesity in England (Combatendo a Obesidade na Inglaterra) – demonstrou que o tratamento direto da doença custa cerca de 500 milhões de libras ao país. Além desse valor, mais de 2 bilhões de libras foram gastos na terapia de doenças relacionadas, como problemas do coração e diabetes. Os números são alarmantes e comprovam a necessidade do acompanhamento médico e tratamento precoce. A obesidade, cada vez mais, deve ser considerada um problema de saúde, já que pode levar a um guarda-chuva de complicações, como diabetes, problemas circulatórios, respiratórios e até cardiovasculares.

Hoje, com o aumento de peso da população, os países devem se preparar para atender a crescente demanda de doenças relacionadas. No Brasil, segundo a última pesquisa do IBGE, 40% dos adultos estão acima do peso e mais que 10% da população é obesa. As principais causas desse aumento de peso são o alto consumo de alimentos gordurosos e a falta de atividade física.

A medicina preventiva tem hoje papel fundamental para evitar as doenças relacionadas ao excesso de peso. Pessoas que têm propensão à obesidade devem adotar hábitos saudáveis como uma dieta equilibrada com menor consumo de alimentos gordurosos, exercícios físicos regulares e procurar um especialista. Perder de 5 a 10% do peso melhora os fatores de risco para doença cardiovascular, diminui a pressão arterial, as taxas de glicose e o colesterol, além de trazer outros benefícios para a saúde.


* Michelle França é médica pós-graduada em endocrinologia e metabologia pela Universidade de São Paulo (USP).

* As opiniões, comentários e abordagens incluidas nos artigos publicados nesta seção são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, o entendimento do Conselho Federal de Medicina (CFM).


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