Escrito por José Hiran da Silva Gallo*

As Tribunas para defesa dos interesses públicos são fundamentais ao progresso do Estado, construído com alicerce em esforços envidados com respeito e consideração pelo princípio de justiça social. Retorno, portanto, aos comentários sobre a formação de médicos especialistas, muitas vezes, publicizada de forma dúbia e temerária, por induzir os profissionais e à população a interpretações equivocadas e prejudiciais a assistência à saúde.

Neste sentido, a Fiocruz, em recentes esclarecimentos, levou ao conhecimento público suas preocupações com a exata compreensão da titulação obtida por meio de cursos ministrados em caráter de lato sensu, com referências específicas ao Curso de Infectolocia Neotropical da Amazônia.

Para que não pairem dúvidas, é imperativo reiterar que esse Curso oferece, apenas, a oportunidade da aquisição de valores acadêmicos, sem outorga de título de especialista em qualquer contexto de capacitação profissional na Medicina, de acordo com declaração emitida pelo MEC.

Torna-se evidente que tal curso não pode ser concebido como subsidiário da proposta, do Governo Estadual, de novo modelo para formação de médicos especialistas.

Concluo sem linguagem erudita ou rebuscada, mas, escrita com clareza, a principal qualidade do estilo: o Curso de Infectologia Neotropical da Amazônia ou qualquer outro em lato sensu, não formam especialistas médicos e não podem ser divulgados ou veiculados com essa finalidade em meios publicitários, sob pena de configuração da propaganda enganosa.

 * José Hiran da Silva Gallo é diretor-tesoureiro do Conselho Federal de Medicina e doutorando em Bioética, pela Universidade do Porto (Portugal)

 

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