Escrito por Isac Jorge Filho*

Vivemos os primeiros dias de 2005. É mais um ano que começa com a marca de esperança, com a perspectiva de construirmos um Brasil melhor para nós próprios e para as futuras gerações. Claro que não podemos simplesmente esperar acontecer. Devemos prosseguir, agora mesmo, com nossa constante luta para que esse desejo se concretize o mais breve possível.

Na área de saúde, temos diversos desafios neste 2005. Precisamos, por exemplo, fazer com que o projeto original do Sistema Único de Saúde deixe o campo dos sonhos e se transforme efetivamente em realidade. Um SUS forte, sem problemas de falta de investimentos e de má gestão, significa atendimento universal e de qualidade para todos. E é esta a meta que perseguimos ao longo de nossas caminhadas.

Na saúde suplementar, os obstáculos não são menores. Médicos e pacientes certamente continuarão em ação para que a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) seja implantada por todos os planos e seguros de saúde. Trata-se de um pleito legítimo e que não pode mais ser adiado. A CBHPM é um instrumento essencial para que os pacientes tenham um leque completo de cobertura, inclusive com acesso aos avanços científicos da última década, que hoje são negados por certas empresas. Para os profissionais de Medicina, a CBHPM também é de extrema importância para a valorização de sua atuação, pois ela recompõe os valores de honorários e procedimentos. Faz dez anos que os médicos não recebem quaisquer reajustes, uma situação que não pode mais perdurar.

Temos outra tarefa urgente pela frente. Formar uma corrente pela aprovação do projeto de lei 25/02, que regulamenta o papel do médico no Brasil. Essa iniciativa é vital para uma assistência transparente e de qualidade. Para que o paciente tenha segurança nos hospitais, nos postos de saúde, é fundamental que todas as profissões da saúde sejam normatizadas legalmente. Só assim o cidadão saberá o que esperar de cada agente da equipe multidisciplinar e poderá exigir integralmente seus direitos.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo estará encaminhando estas e outras demandas, com o intuito de viabilizar um sistema de saúde digno para a população. Neste momento, estamos rodiziando nossa diretoria e passo a responder pela presidência do Cremesp, em substituição ao pediatra e conselheiro Clóvis Constantino, que cumpriu um brilhante mandato de outubro de 2003 a dezembro último. Mas o trabalho encaminhado até agora terá prosseguimento.

Nosso objetivo é ampliar a unidade médica, pela qual a atual diretoria do Conselho se empenha desde que tomou posse. Queremos uma Medicina com Ética, o profissional médico valorizado e o paciente respeitado. É assim, afinal, que teremos uma saúde realmente forte e condizente com as necessidades dos brasileiros.


* É presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CRM-SP)

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