Rede dos Conselhos de Medicina
OS PIORES PLANOS DE SAÚDE Imprimir E-mail
Ter, 13 de Agosto de 2002 21:00
Uma pesquisa encomendada junto ao DATAFOLHA pela Associação Médica Brasileira, Confederação dos Médicos do Brasil e Federação Nacional dos Médicos, obteve a opinião de 2160 médicos registrados nos Conselhos Regionais através de entrevistas via telefone. O objetivo era verificar a atuação dos Planos de Saúde. Os resultados foram apresentados no Congresso Brasileiro de Políticas Médicas, período de 13 a 15 de junho de 2002. Há muito, as entidades médicas vem denunciando junto a ANS a ação dos planos de saúde, quando estes vêem gradativamente interferindo na autonomia do profissional médico, dando aumento às mensalidades sem repassar esse percentuais aos honorários, glosas de procedimentos unilateralmente, entre outras. A Campanha "Tem plano de saúde que enfia a faca em você. E tira sangue dos médicos." foi desencadeada há mais ou menos 2 anos pelo CFM/AMB para dar conhecimento a sociedade de que os responsáveis pelos aumentos das mensalidades dos planos não eram os honorários dos médicos, como propalava-se à época pelos Planos de Saúde. A pesquisa DATAFOLHA informa que dos entrevistados, 66% são médicos e 34% médicas, com idade média de 43 anos. As principais especialidades ouvidas foram ginecologistas (15,5%), pediatras (13,7%) e clínicos gerais (9,6%). E a avaliação geral foi que os planos de saúde são "ruins" ou "péssimos" para 44% dos médicos brasileiros, seguido de "regulares" para 44%, "bons" para 11% e "ótimos" para apenas 1% dos entrevistados. De uma escala de zero a 10, dois terços dos médicos atribuíram notas entre zero e 5 para os planos. A nota média, entre o universo de pesquisados, foi de 4,66%. Ou seja: os planos perderam média. Qual o percentual de médicos que afirmaram que os planos interferem desde à sua autonomia, e que tipos de interferência são estes? - 93% dos médicos confirmaram que os planos interferem, sim, em sua autonomia. - 82,2% afirmaram que eles "impõem restrições a doenças preexistentes". - 72,2%: "glosarem procedimentos ou medidas terapêuticas". - 69,1%: "atos diagnósticos e terapêuticos mediante designação de auditores". - 64%: "tempo de internação dos pacientes". - 45%: "período de internação pré-operatório". Quem são os piores: Pela ordem, a pesquisa apontou que os piores planos de saúde são estes, por Estados: Rio de Janeiro: Golden Cross, Amil e Geap. São Paulo: Amil, Samcil e Intermédica Saúde. Minas Gerais: Ipsemg, Golden Cross, Bradesco, Cassi (Banco do Brasil), PMMG e Executive Med. Espírito Santo: Samp, Vix Saúde, PHS, Geap e Golden Cross. Rio Grande do Sul: IPSRGS, Golden Cross e Cassi (Banco do Brasil). Paraná: Amil, Golden Cross, Clinihauer, Unimed Curitiba, Bradesco Saúde, HSBC Saúde Bamerindus. Santa Catarina: Cassi (Banco do Brasil), Bradesco Saúde e Geap. Brasília: Amil, Golden Cross, Blue Life e Geap. Goiás: Ipasgo, Golden Cross, Amil, Geap e Cassi. Mato Grosso do Sul: Cassems. Bahia: Plan Serv, Geap, Golden Cross e Sul América. Alagoas: Smile e Geap. Ceará: Hapvida, Geap, Amil e Camed (Banco do Nordeste). Paraíba: Geap. Pernambuco: Admed, Golden Cross e Geap. Maranhão: Long Life, Geap e Hapvida. Rio Grande do Norte: Hapvida. Na Região Norte, consolidade como um todo, os campeões foram Capis Saúde e Geap.
 
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