Rede dos Conselhos de Medicina
NÃO A NOVAS ESCOLAS DE MEDICINA EM ALAGOAS Imprimir E-mail
Seg, 04 de Novembro de 2002 21:00
Diante dos rumores de que uma nova Escola Médica estaria para ser aberta em Alagoas, o Presidente do Conselho Regional de Medicina, Dr. Emmanuel Fortes enviou a Secretaria Estadual de Educação um ofício perguntando se existem ou não naquela pasta Estudos ou projetos em curso com essa finalidade, uma vez que cabe ao Conselho Estadual de Educação a autorização para o funcionamento de novos cursos de formação médica. Segundo Fortes, no Brasil, a abertura de novas Escolas de Medicina vem sendo feitas sem critérios ou consulta a comunidade médica através de seus órgãos representativos. “Não é brincadeira o que está acontecendo no País neste aspecto. Como a medicina é uma carreira ainda atraente e mitificada, o capital tem investido indiscriminadamente na abertura de novas escolas que em hipótese alguma resolverão os problemas de saúde publica no Brasil. Contribuirão sim para tornar ainda mais precárias as condições do exercício profissional, ajudando a desorganizar um segmento de trabalho que lutamos bravamente para organizar. Lutamos por novos currículos, queremos pós graduação para todos e principalmente um médico identificado com seu papel social. Tudo isso não se conquista formando aleatoriamente”. Ainda segundo Fortes, os governantes precisam entender que a sujeição ao capital pura e simplesmente não traz benefício algum. Os escândalos da ULBRA e da Estácio de Sá são exemplos do que a falta de regras claras faz proliferar indiscriminadamente : instituições e cursos sema devida necessidade da comunidade. “O Brasil tem formado um sem número de diplomados para exercerem funções complementares. É uma distorção extraordinária alimentar o sonho de quem deseja uma vida melhor, fazendo o investir uma verdadeira fortuna em formação superior, e nada. – Queremos sim que se formem os profissionais que o Brasil precisa, não os que as empresas de educação necessitam para manter o seu rico esquema de funcionamento”, concluiu Fortes.
 
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