Rede dos Conselhos de Medicina
Uniformização do Tratamento do Câncer infantil Imprimir E-mail
Dom, 03 de Novembro de 2002 21:00
Reunir num mesmo local especialistas em câncer infantil para trocar experiências, aprofundar conhecimentos e discutir os procedimentos essenciais das rotinas dos laboratórios responsáveis pelo diagnóstico da doença. Esse foi o objetivo da I Oficina para Uniformização de Diagnósticos do Câncer Infantil, promovida pela Fundação Banco do Brasil no âmbito do Programa Criança e Vida, ocorrida no final de setembro, em Brasília, onde estiveram presentes os responsáveis técnicos dos oito Centros de Referência de Diagnóstico Laboratorial vinculados ao Programa. De acordo com Dulcejane Vaz, diretora da área de Saúde da Fundação, as recomendações desse encontro vão facilitar e agilizar as condutas de identificação do câncer pediátrico no país, antecipando o início do tratamento e aumentando as chances de cura dos jovens pacientes. O Problema visto de perto O câncer é uma doença rara na faixa etária que vai da infância à adolescência - apenas 3% a 4% da incidência ocorre nesta idade. No entanto, “doenças como essas se transformam em problemas graves na população infantil dos países menos desenvolvidos, representando a segunda ou a terceira causa de mortes na infância”, afirmou o Dr. Sidnei Epelman, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope). No Brasil, o sistema de oncologia envolve, hoje, cerca de 275 hospitais ou serviços isolados de radioterapia e de quimioterapia. No entanto, a maior parte das crianças não tem acesso ao que existe de tecnologia de ponta para o diagnóstico mais correto, preciso e rápido. “ O grande desafio é organizar esta assistência, estruturar e padronizar os procedimentos, tanto de diagnóstico como de tratamento, para poder avaliar, porque só com uma boa avaliação a gente pode ir corrigindo e melhorando ”, defende a Dra. Inêz Gadelha, administradora geral do Instituto Nacional de Câncer(INCA). O Trabalho em Parceria A opinião generalizada dos especialistas presentes no encontro é de que o Criança e Vida está cumprindo um papel agregador entre a sociedade, o terceiro setor e o governo. Consideram tratar-se de iniciativa importante que, a curto prazo, levará a uma visão mais ampla da realidade brasileira e sua problemática, permitindo a adoção de medidas corretivas, buscando melhorar o perfil do tratamento e da sobrevida das crianças com câncer. O Ministério da Saúde, a Sobope e a Fundação, possuem visões diferentes, mas complementares que, associadas, resultam em ganho de produtividade. Esta é opinião do Dr. Jesamar que na ocasião do evento contou a experiência do Hospital Albert Sabin (Fortaleza): “Até bem pouco tempo atrás, o hospital era o único que tratava o câncer infantil no Ceará e todas as crianças que lá chegavam recebiam o diagnóstico muitas vezes incompleto e outras vezes até incorreto”. Para o oncologista, com “ essa associação, a atuação de um sob os olhos de outros trouxe muitos benefícios. O que eu tenho observado é que o Ministério de Saúde, Fundação, Sobope e outras instituições alcançaram grandes progressos depois da implantação do Programa”. O Criança e Vida O Programa visa a redução da mortalidade infantil por câncer, através do fortalecimento do sistema de atendimento já existente. No âmbito do Criança e Vida estão sendo capacitados profissionais de saúde, criada uma Central Informatizada de Oncologia Pediátrica, implementados oito Centros de Referência em Diagnóstico Laboratorial e aparelhados diversos centros de tratamento, em diferentes estados brasileiros. Fonte: Fundação Banco do Brasil
 
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner