Rede dos Conselhos de Medicina
Lançada 4ª Campanha Nacional de Doação de Órgãos Imprimir E-mail
Seg, 23 de Setembro de 2002 21:00
Com a presença do presidente Fernando Henrique Cardoso, foi lançada no auditório do Conselho Federal de Medicina, em Brasília, a 4ª Campanha Nacional de Doação de Órgãos. A importância da Campanha foi ressaltada pelo presidente do CFM, Edson de Oliveira Andrade, que lembrou que, de cada oito potenciais doadores, apenas um é notificado às Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos existentes nos Estados. “Só com mais uma notificação em cada oito casos, podemos dobrar o número de transplantes realizados e transformar para melhor a vida de milhares de pessoas”, disse. O presidente Fernando Henrique Cardoso comemorou o fato de o Brasil ser o segundo país em transplantes (atrás apenas dos Estados Unidos), mas insistiu na necessidade de ampliar esses números. Mesmo apelo feito pelo presidente da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), José Medina Pestana, que, depois de lembrar que “o transplante de órgãos no Brasil vive um momento de grande prosperidade”, disse que a campanha deste ano apresenta um caráter diferente: “Está sendo dirigida aos médicos e elaborada em conjunto com o Conselho Federal de Medicina e com o Ministério da Saúde. Através do Conselho Federal, todos os 270 mil médicos brasileiros receberão orientações de como proceder quando estão cuidando de um paciente em morte encefálica.” Também presente ao lançamento da campanha, o ministro da Saúde, Barjas Negri, apresentou um relato da situação dos transplantes no país, ressaltando que 95% deles estão sendo realizados por intermédio do Sistema Único de Saúde. Durante a cerimônia, o presidente do CFM recebeu de d. Hilda Franco Brandão uma escultura. D. Hilda é a mais idosa doadora de órgãos do mundo: há três anos, quando tinha 81 anos de idade, doou um rim para o filho, então com 56 anos, salvando sua vida. Em seguida, o menino Tiago Brito, de 11 anos, entregou outra escultura para o ministro Barjas Negri. Tiago recebeu um transplante em Brasília, em março deste ano. Finalmente, o filho de José Medina, que com 12 anos já decidiu ser doador, entregou a última escultura ao presidente Fernando Henrique Cardoso. Nesse momento, Medina lembrou a melhor forma de uma pessoa se tornar doadora: “Não há necessidade de documento, basta avisar um familiar, mesmo que de maneira informal. A família sempre entende isto como o último desejo, autorizando, assim, a doação”. O CFM divulgou um encarte no jornal MEDICINA de agosto deste ano, com as informações necessárias aos médicos para a notificação e captação de órgãos para transplante.
 
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner