Rede dos Conselhos de Medicina
Especialistas destacam Progresso do Brasil no Combate à AIDS Imprimir E-mail
Qua, 10 de Julho de 2002 21:00
O tratamento e a prevenção da AIDS na América Latina é desigual, compreendendo desde os avanços conseguidos no Brasil à difícil situação da América Central, segundo informações divulgadas hoje, 11/07, por um grupo de especialistas na XIV Conferência Internacional, em Barcelona. Os especialistas destacaram que o Brasil é um exemplo na luta contra a AIDS na América Latina, enquanto a América Central é uma das regiões do mundo que mais preocupam as autoridades da ONU. Estima-se que nos países centro-americanos os infectados pelo vírus da AIDS possam alcançar em uma década números semelhantes aos registrados na África. Em 1992, previa-se que o Brasil, um país com cerca de 170 milhões de habitantes, teria em 2000 por volta de 1,2 milhão de soropositivos, mas esse número chegou à metade devido à política de controle iniciada nos últimos anos. Forçado pela pressão do movimento social, o Governo do Brasil decidiu ignorar o acordo da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre proteção de patentes por razões urgentes de saúde pública e começou a fabricar as versões genéricas dos remédios contra a AIDS. Agora, as autoridades brasileiras distribuem gratuitamente aos infectados cerca de 15 remédios antiretrovirais, oito dos quais são produzidos no próprio país na versão genérica, e o resto, comprados a preços reduzidos graças aos acordos com as empresas. "Não há um modelo brasileiro de luta contra a AIDS; existem princípios universais de respeito aos direitos do homem, explicou o coordenador das doenças sexualmente transmissíveis (DST) e AIDS no Brasil, Paulo Roberto Teixeira. Esse foi o argumento que centrou um dos debates desta conferência, onde se destacou que "os programas para a prevenção, tratamento e cuidado da AIDS têm que ser postos na perspectiva de que os direitos das pessoas infectadas estejam no centro de todas as iniciativas e decisões". Além do Brasil, outras nações latino-americanas como a República Dominicana e a Argentina desenvolveram estratégias parecidas, nas quais se consideram elementos muito positivos a máxima participação dos doentes de AIDS na sociedade e a solidariedade das comunidades locais. FONTE: Agência EFE
 
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