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Demografia Médica 2015: Estudo esmiuçou diferenças de perfil entre os profissionais dos setores público e privado Imprimir E-mail
Seg, 30 de Novembro de 2015 00:00

A pesquisa Demografia Médica do Brasil 2015 (acesse aqui), divulgada nesta segunda-feira (30), também analisou outras variáveis acerca das diferenças entre os setores público e privado.  No geral, no setor privado há mais homens, com idade média alta (52 anos), com rendimentos mais elevados. Já o setor público concentra mais mulheres e os jovens, com rendimentos mais baixos. Apenas 17,4% dos médicos com mais de 60 anos atuam no setor público. Já 40,1% dos profissionais com até 35 anos servem no SUS, contra 18,7% nesta faixa etária que atuam no setor privado.

Os homens são maioria no grupo que trabalha concomitantemente nos dois setores. Já as mulheres são maioria na esfera pública (52,7%), contra 47,3% dos homens, que também são predominantes no setor privado (64%). Entre as regiões, o Nordeste é a que tem mais médicos no setor público e em ambas as esferas do que apenas no setor privado.

Os médicos que atuam apenas no setor privado ou em ambos os setores ganham mais do que aqueles atuantes apenas no SUS. Dos médicos que trabalham no setor público, 37,8% ganham menos de R$ 8 mil mensais. Esta porcentagem cai para 21,8% entre aquele que atuam apenas no setor privado e para 11,8% entre os que trabalham nos dois setores.

Apenas 6,2% dos médicos que atuam exclusivamente no SUS estão na faixa salarial acima de R$ 20 mil. Já entre os médicos que atuam apenas na iniciativa privada ou nos dois setores, esse percentual sobe para 24%. A grande maioria dos profissionais que atuam no setor público – 84,5% – tem dois vínculos empregatícios. Entre os profissionais do setor privado, 27,1% têm dois empregos.

Entre os médicos que trabalham exclusivamente no setor público, 6,8% têm carga horária de 20 horas semanais; 39,4% trabalham de 40 a 60 horas e 19,8%, 60 horas ou mais. Entre aqueles que atuam exclusivamente no setor privado, os percentuais são 13,8%, 40,3% e 13,6% para as mesmas cargas horárias. Entre aqueles com atuação nos setores público e privado, 46% trabalham de 40 a 60 horas semanais e 47,5% mais de 60 horas por semana.

Os pesquisadores também questionaram se, dadas as mesmas condições salariais e de infraestrutura, os médicos prefeririam trabalhar nos setores público ou privada. A maioria, 58,2% disse que optaria pelo o SUS, contra 41,8% que escolheriam o setor privado. As mulheres (63,2%), os nordestinos (64%) e os médicos com até 35 anos (62,2%) são os perfis pesquisados que demonstraram uma maior preferência pelo setor público. 

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