Rede dos Conselhos de Medicina
Estudo mostra que Gays e Bissexuais Portadores de HIV nos EUA não sabem da Doença Imprimir E-mail
Dom, 07 de Julho de 2002 21:00
Estudo mostra que Gays e Bissexuais Portadores de HIV nos EUA não sabem da Doença A vasta maioria de rapazes gays e bissexuais, nos EUA, que se descobriu portadora do vírus da Aids não sabia de sua contaminação, de acordo com um relatório divulgado na abertura da 14a. Conferência Internacional sobre Aids em Barcelona neste domingo, dia 07 de julho. A taxa de jovens homens homossexuais entre 15 e 29 anos que não tinham consciência de sua situação foi surpreendentemente alta. Entre os estudados, 90% dos negros, 70% dos hispânicos e 60% dos brancos disseram não saber que eram portadores do HIV, vírus causador da Aids. A maioria dos homens contaminados considerava baixo o risco de serem infectados, apesar de freqüentemente praticarem sexo inseguro, como a penetração anal sem o uso de preservativos, disse Duncan MacKellar, epidemiologista do Centro de Controle e Prevenção de Doenças - CDC em Atlanta, que chefiou o estudo. O estudo envolveu 5.719 homens entrevistados em casas noturnas, bares e outros locais freqüentados por homossexuais em seis cidades: Baltimore, Dallas, Los Angeles, Miami, Nova York e Seattle. Foram conduzidos testes para a averiguação de exposição ao vírus da Aids, e 573 destes homens eram portadores do HIV. Destes, 440, ou 77%, disseram não saber que estavam contaminados. Os resultados dos testes foram disponibilizados para eles, mas não se tem informação de quantos retornaram para buscá-los, ou quantos descobriram que estavam infectados. As descobertas do estudo provocaram um inquietante início para a conferência, com as autoridades de saúde relatando que a disseminação do HIV nos Estados Unidos continuava desproporcionalmente elevada entre os negros. As autoridades do CDC, responsáveis pela fiscalização da epidemia de Aids nos Estados Unidos, relataram que 55% dos novos casos de infecção por HIV em 25 estados entre 1994 e 2000 eram de negros, que representam apenas 12% da população do país. Os negros também representam a maioria das novas contaminações por HIV nos Estados Unidos desde 1994. Em 1995, os negros ultrapassaram os brancos no que se refere á porcentagem de americanos com o diagnóstico de Aids. Em 2000, o ano mais recente estudado, os negros somavam 43% dos casos de Aids, comparados com 34% de brancos e 21% de hispânicos, que representam 13% da população. Os demais grupos étnicos somavam 3%. "O estudo mostra que os homens com maior risco de serem contaminados pelo HIV são exatamente aqueles que se consideram como grupo de menor risco", disse Wilson. "Este é um alerta direto para que se criem não apenas novas mensagens de prevenção, mas também novas formas de se transmitir estas mensagens". O Dr. Ron Stall relatou um estudo comportamental envolvendo 2.881 homens homossexuais em Chicago, Los Angeles, Nova York e São Francisco. Stall disse ter descoberto uma importante correlação entre o comportamento de alto risco, a infecção por HIV e quatro problemas psico-sociais: uso de entorpecentes, violência contra um parceiro, histórico de abuso sexual na infância e depressão. Por Lawrence K. Altman The New York Times
 
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner
Banner