Rede dos Conselhos de Medicina
Hospital de Tamandaré pode ser reaberto em novembro Imprimir E-mail
Qui, 22 de Agosto de 2002 21:00
Fechado desde abril deste ano, o único hospital de Almirante Tamandaré pode ser reaberto já a partir da segunda quinzena de novembro. Num momento em que se lamenta o fechamento de unidades hospitalares, principalmente pela omissão dos gestores públicos, a “boa nova” para os quase 100 mil habitantes desse município da Região Metropolitana de Curitiba foi anunciada pelo cardiologista Luiz Fernando Kubrusly, ao assumir em agosto a direção do Hospital e Maternidade São Paulo. Ao se reunir com integrantes do Conselho Municipal de Saúde, o médico, que acumula a direção do Instituto do Coração em Curitiba, anunciou investimentos privados da ordem de R$ 750 mil na primeira etapa de obras. Na reabertura do hospital, a perspectiva é de oferta de 30 leitos, atendimento ambulatorial à emergência e número contido de consultas. Serão quatro etapa de obras, a serem concluídas em 2004 com implementação de UTI, centro de diagnóstico e ambulatório amplo aberto 24h. Para equacionar a falta de médicos, o novo diretor pretende confirmar a contratação de quatro colegas das especialidades de cirurgia-geral, obstetrícia, pediatria e clínica geral, que formarão as próprias equipes. “Quando se fala em hospital do interior, logo se imagina uma casa pequena, sem recursos. O que quero é mudar este conceito e fazer um centro de atendimento de medicina básica”, resumiu o Dr. Kubrusly, que arrendou o hospital fundado em 1974 pelo também médico Diniz Mehl Andrusko. Dificuldades financeiras e técnicas tinham imposto o fechamento do hospital, obrigando os moradores da cidade a recorrer aos oito postos de saúde ou aos hospitais de Curitiba. Acusada de se acomodar com a situação, a administração municipal justificou que a prioridade era a expansão da rede ambulatorial face ao crescimento populacional. José Carlos de Abreu, secretário de Saúde, ofereceu apoio irrestrito ao novo administrador, mas descartou uma parceria de imediato. Com a saúde relegada a plano secundário, sobretudo pela remuneração incompatível aos custos, hospitais estão sendo fechados em todos os pontos do Estado. Curitiba perdeu recentemente as Maternidades Hauer, São Carlos e Paciornik. Muitas pequenas cidades estão ficando sem estrutura assistencial.
 
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