Escrito por Flávio Job*


Há décadas o cidadão brasileiro convive com a falta de investimentos em infra-estrutura, segurança pública, educação e saúde. Hoje o Brasil encontra-se numa situação bem melhor em termos das contas públicas, os economistas todos sem exceção nos últimos dias referem que o Brasil têm fôlego suficiente para suportar a atual crise das bolsas. O governo Lula portanto do ponto de vista econômico financeiro conseguiu manter e melhorar a economia brasileira, é chegada à hora de distribuir os recursos nestas áreas de forma continuada e com planejamento estratégico. E não através de PAC’S que já demonstram no seu inicio serem programas emergenciais, apagadores de incêndios e que terão vida curta. A população brasileira desde a ditadura já esta cansada deste tipo de solução pirotécnica e de cima para baixo.

A saúde não foi contemplada com um PAC e sua situação é lamentável sob todos os aspectos,o descontentamento é de todos os atores que a compõem, desde o cidadão que procura os serviços prestados pelo SUS até os médicos, enfermeiros, hospitais,laboratórios etc…

Os recursos que deveriam ir para o setor – CPMF e Emenda 29 – são desviados para programas assistencialistas duvidosos, de cunho eleitoreiro e para o Caixa do Tesouro para fechar as contas públicas.

O SUS privilegia a atenção primária em saúde, o foco é priorizar ações de promoção de saúde e prevenção de doenças a nível ambulatorial – PSF, porém na realidade o que acontece é um embate entre os defensores desta visão,os sanitaristas e os que defendem o modelo hospitalocêntrico, centrado no hospital.Saí perdendo com esta confrontação o cliente, o cidadão brasileiro.

Gestão é uma palavra muito usada porém não aplicada de forma integral na saúde tanto na área pública como na privada, falta gestão com qualidade e ética.

Governo e prestadores de serviços neste momento devem desarmar os espíritos e irem para uma mesa de negociação para criarem um Protocolo de Compromisso, a sociedade brasileira agradece.


Flávio Job é conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) e presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica Regional RS.

 

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