Escrito por Célia Maria Dias Madruga*

São várias as atribuições da mulher médica, entre elas, a de conciliar profissão e maternidade. Dividida entre o coração, a profissão e a família, ela tenta com sabedoria e competência atingir o equilíbrio.

Sabemos que atualmente a medicina comporta cerca de aproximadamente 40% de mulheres nesta carreira, fato que décadas atrás não ocorria, ficando num percentual bastante inferior. É visível, a participação no profissionalismo. Vários fatores contribuíram para isto, como seja, a brusca transformação social levando a importância da mulher nas despesas da familia através de seu trabalho profissional.

Os baixos salários impõem essa participação ao lado do homem no sustento da família. Por que ocorreu esta invasão feminina principalmente na área da saúde e particularmente na medicina não se sabe ainda, mas se reconhece que a intuição da mulher, seu lado humanitário e maternal são dons importantes na realização desta escolha.

Hoje, presenciamos a médica desempenhando com êxito a medicina e a maternidade. A criação, educação dos filhos e a profissão quando bem conciliadas, são responsáveis pelo crescimento interior da mulher.

As dificuldades são grandes, principalmente nos primeiros anos de vida das crianças, que normalmente coincidem com o início do desempenho médico, ou especializações, congressos e viagens. Mas a profissional dá para crescer junto com os filhos. Quando estes já estão na idade da compreensão, o diálogo através do esclarecimento, colocando a necessidade de cuidar de outros ‘filhos’, que seu trabalho exige é um estímulo para o crescimento profissional.

O respeito pelos filhos, demonstrado pela qualidade da presença materna e sua participação nas atividades por eles valorizadas é primordial para este sucesso. Não deixa de ser uma tarefa difícil, pois muitas vezes encontra-se dividida entre as aflições dos pacientes e as preocupações domiciliares, mas com bom senso e definindo prioridades, consegue-se a conciliação.

Sentimento de culpa? Às vezes sim. Mas quem não os tem, mesmo não sendo médica e mãe. E o sentimento da satisfação e realização que faz a mulher ser médica e mãe. A maternidade é inerente à mulher e à médica.

Escolher entre a carreira e os filhos? Hoje não se aceita mais esta escolha, pois a sabedoria e a praticidade põem abaixo esta dúvida. A ausência de rotina, a organização de horários, a participação do companheiro e de familiares ajudam a realização do ser médica-mãe.

E necessário uma desaceleração no trabalho, como também uma ambição contida que não comprometam o elo realização medicina e maternidade, mas que o façam acontecer.

A felicidade está em ser médica e mãe, pois os filhos são importantes e estimulam na busca do crescimento profissional. A maternidade enriquece a profissão. Parabéns, médicas-mães pelos filhos biológicos e pelos filhos da medicina.

* É nefrologista.

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