Rede dos Conselhos de Medicina
Comunidade médica lusófona se manifesta sobre pandemia de COVID-19 Imprimir E-mail
Ter, 12 de Maio de 2020 18:12

cmlp logoAs dúvidas que pairam sobre qual o melhor tratamento e estratégia para conduzir a crise e enfrentar a pandemia de COVID-19 foram tema do artigo Diálogo em tempo de incertezas, aprovado pela Comunidade Médica de Língua Portuguesa (CMLP). O texto foi publicado pelo jornal Público, um dos principais de Portugal, e também está disponível na coluna Opinião, do Portal Médico (portal.cfm.org.br).

O artigo faz uma análise sobre as dificuldades enfrentadas pelos países e a falta de informação sobre a infecção causada pelo SARS-Cov-2. Apesar de o primeiro caso ter sido diagnosticado e a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter emitido alerta em dezembro de 2019, a pandemia ainda levanta muitas dúvidas e perguntas entre especialistas e equipes clínicas, pontua o artigo assinado pelas entidades médicas, dentre elas o Conselho Federal de Medicina (CFM).

O texto tem início com uma análise sobre o quadro das medidas de contenção adotadas no planeta para combater a pandemia e proteger as populações. “De acordo com a Agência France-Press, seis em cada dez pessoas em todo o globo estão confinadas. Privadas de mobilidade, contato, proximidade, do dia a dia que é a vida quotidiana e da qual nunca imaginaríamos ter de abdicar”, observam os signatários.

Sobre a melhor conduta para controlar a disseminação da doença nos países, o artigo pontua: “é do conhecimento geral e dos agentes de saúde que as medidas de quarentena, cordões sanitários, regras de etiqueta respiratória, o uso de máscara, distanciamento social, entre outros, são fundamentais e eficazes”.

Apesar das ações adotadas na maior parte do mundo, o artigo assinado pela CMLP também considera: “por mais que possamos prever e atuar, a condição social das populações, a economia, o bem-estar físico e mental de todos os indivíduos são determinantes muitas vezes improváveis de definir”.

Mesmo com as incertezas sobre como os líderes mundiais devem agir, a comunidade lusófona orienta que os governos permaneçam atentos às necessidades de todos. Ainda orienta que as nações possam agir em sintonia, partilhando experiências e modelos, para que todos possam em conjunto traçar o plano mais adequado para que juntos possamos alcançar a cura, tanto para que vidas possam ser salvas e que a crise cause menos danos à economia mundial.

“Neste momento de grande exigência, devemos dialogar, partilhar experiências mais do que nunca e apoiar de forma concreta as necessidades reais desta nossa comunidade lusófona, sobretudo dos mais desfavorecidos nas suas diferentes geografias”, cita o documento.

 Assinam o artigo a Ordem dos Médicos de Angola, Associação Médica de Moçambique, Ordem dos Médicos da Guiné-Bissau, Conselho Federal de Medicina (CFM), Ordem dos Médicos de Moçambique, Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Direção Geral da Saúde de Portugal, Ordem dos Médicos de São Tomé e Príncipe, Ordem dos Médicos de Cabo Verde, Associação de Médicos de Língua Portuguesa de Macau e Ordem dos Médicos de Portugal.

 

 
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