Rede dos Conselhos de Medicina
Presidente do CFM ressalta, em entrevistas à imprensa, necessidade de se garantir EPIs para médicos e demais profissionais de saúde Imprimir E-mail
Ter, 21 de Abril de 2020 15:58
Durante a semana, o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Ribeiro, deu entrevistas para os jornais O Globo e O Estado de S. Paulo e para a TV CNN Brasil, defendendo o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para todos os médicos e demais profissionais de saúde que estão na linha de frente de combate à COVID-19. “Uma coisa que o CFM não flexibiliza é a necessidade de prover aos médicos equipamentos de proteção individual” frisou ele, na entrevista ao Estadão.
 
O presidente do CFM informou aos veículos de comunicação que a autarquia criou uma plataforma online para que os médicos comuniquem a falta de EPIs. Sobre a melhor forma de se combater a doença, Mauro Ribeiro argumentou que, por enquanto, as evidências científicas apontam para a higienização e o isolamento como as medidas que causam mais impactos.
 
“O uso de EPI é inegociável. Os gestores têm de garantir esses equipamentos”, comentou na conversa com os jornalistas da CNN. Ao canal de TV, Mauro Ribeiro lembrou que estudos realizados na Itália concluíram que a pandemia provoca uma perda da força de trabalho dos profissionais de saúde em torno de 40% a 45% devido à contaminação pelo coronavírus ou por estresse. “Essa é uma preocupação muito grande que nós temos”, afirmou.
 
 
Formaturas - O presidente do CFM também deixou claro posicionamento da entidade quanto à antecipação da formatura dos estudantes de medicina. “O CFM é totalmente contra. Tivemos a oportunidade de colocar a posição em reunião com o Ministério da Saúde e com o Ministério da Educação, a quem questionamos quantos acadêmicos estariam nessa situação. A informação que temos é que o MEC desconhecia esse dado”, disse.
 
Segundo Mauro Ribeiro, o CFM se posiciona contra essa medida, pois ela “amputa 25% do momento mais importante do curso de Medicina que é o internato, onde o médico já tem a carga teórica e está aplicando-a na prática”. Além de desconhecer quantos estudantes seriam beneficiados com a antecipação, o presidente argumentou que não existe garantia de que esses egressos aceitarão o chamamento do governo para atender pacientes com COVID-19.
 
Análise - Nas entrevistas, o presidente do CFM discorreu ainda sobre os impactos da COVID-19, de forma ampla. “Vejo essa doença como a maior ameaça da história para a sociedade brasileira. O vírus é desconhecido e está mudando o comportamento do mundo. Fez uma devassa na China, Itália, Espanha e nos EUA. São países mais ricos. O Brasil tem dimensão continental, é desequilibrado economicamente e tem uma população de baixa renda aglomerada nas favelas”, constatou.
 
Finalmente, ele abordou o impacto da COVID-19 na assistência, no País. “Temos um sistema de saúde que tem um tamanho. Neste espaço cabe tudo: atenção básica, hospitalar, urgência e emergência, procedimentos eletivos. De repente vem uma doença que toma 20% daquele espaço. Toma leitos de UTI e hospitalares. As internações são longas, de quatro a seis semanas. Outras doenças deixam de ter acesso ao sistema. O que o governo está tentando fazer? Expandir de forma aguda esse sistema”, discorreu.
 
ACESSE A ENTREVISTA DO PRESIDENTE DO CFM AO ESTADO DE SÃO PAULO  
ACESSE A ENTREVISTA DO PRESIDENTE DO CFM A O GLOBO
 
ACESSE A ENTREVISTA DO PRESIDENTE DO CFM A CNN BRASIL
 
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