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Política demanda atuação de médicos Imprimir E-mail
Ter, 08 de Janeiro de 2019 14:48

Emmanuel (esq.) e Jecé: médicos devem buscar a união de forças“Nas últimas eleições, tivemos candidatos identificados com a causa médica, como os conselheiros federais Emmanuel Fortes e Wirlande Santos da Luz. Mesmo que tenham ficado na suplência, ambas as participações foram importantes, pois divulgaram a nossa pauta. Uma semente foi plantada. Nas próximas eleições, mais colegas deverão se candidatar”, avalia o 2º vice-presidente do CFM, Jecé Brandão.

Para ele, os médicos têm na próxima legislatura o desafio de mudar leis que ferem a dignidade profissional e lutar por projetos que fortaleçam a profissão, como os que estabelecem a carreira de Estado para o médico, o Revalida, e que colocam um freio na abertura indiscriminada de escolas médicas.

Contra essa pauta propositiva, há uma barreira: o número de médicos na Câmara dos Deputados caiu de 44 para 36. Essa mudança, no entanto, não é necessariamente ruim, acredita Jecé Brandão. “O importante é que os médicos eleitos levantem a bandeira da medicina e da saúde e que a nossa classe entenda ser necessário pressionar o parlamento pelas mudanças que desejamos. Numa democracia como a nossa, não há outros caminhos senão a via legislativa”, enfatiza.

O novo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, tem deixado a classe médica esperançosa. “O comandante do Ministério já disse ser contrário à abertura de escolas médicas, a favor da interiorização da saúde, da carreira médica e da prova de registro – o que já é um bom começo”, avalia o 1º vice-presidente do CFM, Mauro Ribeiro. “Temos, no entanto, de entender que só a vontade do ministro não será suficiente. Teremos de continuar atuando no Congresso Nacional a favor dos pontos que nos unem”, aposta.

Esse também é o pensamento de Emmanuel Fortes. “Quem milita na política descobre um universo que o cidadão comum é incapaz de enxergar. Política é a capacidade de caminhar para a convergência. Nos próximos quatro anos, teremos de ter serenidade para dar apoio no que for possível e fazer as críticas construtivas necessárias, sempre em busca de um consenso que seja bom para a medicina e para a saúde dos brasileiros”, opina.
Ainda de acordo com o conselheiro federal, é necessário que os médicos brasileiros participem mais da política, “na defesa da medicina, sem ideologias”.

Na próxima legislatura (2019-2023), mais da metade dos deputados estarão em seu primeiro mandato, visto que apenas 48,9% dos membros da Câmara dos Deputados conseguiram a reeleição. No Senado, a renovação foi de mais de 85%: das 54 vagas disputadas em 2018, 46 serão ocupadas por novos nomes a partir de fevereiro de 2019.

 
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