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Países podem ter alcançado metas da OMS para a hanseníase de modo artificial, diz presidente da SBH Imprimir E-mail
Qui, 13 de Setembro de 2018 21:15

Diagnóstico está comprometido por falhas no sistema de saúde, opina SalgadoAlguns países que alcançaram metas da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a hanseníase podem tê-las atingido de maneira artificial. A opinião é do presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), Claudio Guedes Salgado, que também atua como professor na Universidade Federal do Pará (UFPA). A afirmação foi feita durante os debates sobre "A hanseníase no Brasil", durante o II Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina de 2018 (II ENCM 2018), em Brasília (DF).

Para o professor, várias lacunas no diagnóstico como falta do exame dermatoneurológico (que, se bem executado, não dura menos de 30 minutos, tempo geralmente indisponível no SUS, segundo o especialista), falta de ferramentas sorológicas ou moleculares para auxílio diagnóstico e de treinamento adequado de equipes comprometem o diagnóstico e, consequentemente, os números oficiais sobre a doença, não só no Brasil, como no mundo. "Além disso, quantos países têm bons sistemas de notificação e vigilância?", questiona, enfatizando que "modelos matemáticos ignoram a real situação", que, para ele, é preocupante.

Salgado também avalia com preocupação a proposta do Ministério da Saúde de redução do tempo de tratamento da hanseníase no Brasil e reitera a posição contrária da SBH à implantação de esquema curto para os pacientes.

Estamos atuando proativamente para resolver desafios da hanseníase, diz CabeçaNo âmbito das discussões, o neurologista e conselheiro federal Hideraldo Luís Souza Cabeça falou sobre sinais e sintomas neurológicos que, quando não tratados, podem provocar incapacidades e deformidades. Ele apresentou uma série de considerações sobre itens como a patogênese da lesão neural; a epidemiologia da hanseníase neural primária; as manifestações neurológicas da doença; a avaliação e detecção da neurologia; e os principais nervos acometidos. Para Cabeça, um dos grandes desafios é o acesso da população aos serviços especializados. Além disso, o diagnóstico e o tratamento costumam ser tardios.

Para o conselheiro federal Dalvélio de Paiva Madruga, que coordenou a mesa, a dificuldade de diagnóstico apontada pelos dois expositores pode ficar ainda mais temerosa com a abertura desenfreada de escolas médicas e a inadequada preparação dos futuros profissionais

Hideraldo Luís Souza Cabeça enfatizou que o CFM terá reunião com Ministério da Saúde (MS), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) para abordar esse assunto. "Estamos atuando proativamente não só intracorporis mas indo além justamente porque estamos incomodados com essa situação", disse.

Veja fotos do evento aqui 

 
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