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Crianças, ética e autonomia
Sex, 06 de Abril de 2018 10:46

Escrito por Nelson Grisard*

 

As crianças são seres humanos de pouca idade e em crescimento e desenvolvimento. São sujeitos de direito e alvo de proteção integral; as menores são chamadas de infantes, por sua dificuldade de expressão.

As crianças e adolescentes, conforme o local ou comunidade, são preservadas e protegidas em casa, na escola e na sociedade, seja por seus pais, seus mestres ou, também, por nossa atuação como médicos. Os grupos mais simples ensinam por meio do respeito às pessoas; os mais elaborados, por meios diversos, nem sempre os melhores.

Quando as crianças aprendem os valores e princípios para conduzir suas vidas, aprendem a decidir entre o que querem, o que podem e o que devem; entre o que é bom e o que é mau; a diferença entre bem e mal, entre certo e errado; enfim, aprendem a ter ética, a ser éticas em sua prática – a moral –, aprendem a comportar-se. Em meio século de profissão dedicado a seus cuidados, desconheço criança antiética! A doçura das crianças é que elas são honestamente críticas, mas não corruptas.

A corrupção, por paradoxal que seja, é um tipo de liberdade, uma opção individual possível, mas não obrigatória. E isso, quem “resolve” ou “decide” é a percepção ética e moral. O aprendizado ético é a melhor vacina e o melhor remédio contra a corrupção.

Para decidir bem, as crianças precisam de exemplo, ensino e autonomia. Devemos demostrar às crianças nosso apoio ao que já sabem fazer sozinhas e parabenizá-las por isso, por sua boa opção: quando aprendem a subir cada degrau de uma escada, quando agradecem, quando arrumam a cama sozinhas, quando retiram os pratos da mesa após uma refeição, quando estudam e respeitam as pessoas etc.

Ao formar sua autonomia, elas fazem desenvolver as conexões neurais, melhorando sua inteligência e, assim, se expressarão melhor. Criança que não desenvolve sua autonomia fica estagnada na inteligência.

Devemos ajudar as crianças, evitando que se tornem “crianças desaparecidas”. Crianças e adolescentes cuidados e bem orientados serão os cuidadores da Nação e, se forem médicos, serão éticos e estarão vacinados contra a corrupção, pelo menos em tese, e estarão livres do abandono.

Este CRM-SC felicita a todas as crianças com respeito imenso e esperança maior ainda, e deseja que aquelas desaparecidas sejam encontradas com segurança.

 

* É presidente do Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC).

  

* As opiniões, comentários e abordagens incluidas nos artigos publicados nesta seção são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, o entendimento do Conselho Federal de Medicina (CFM).

 

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