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Cerimônia marca 60 anos do CFM e entrega de honrarias Imprimir E-mail
Ter, 12 de Dezembro de 2017 20:27

Solenidade condecorou médicos que se destacaram por suas trajetóriasCelmo Celeno Porto, Gabriel Wolf Oselka, Iaperi Araújo, José Almir Santana e Roberto Figueira Santos foram homenageados, nesta terça-feira (12), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), durante solenidade que condecorou médicos que se destacaram por suas trajetórias pessoais e profissionais. A cerimônia também foi palco para as comemorações aos 60 anos da autarquia.

O presidente em exercício do CFM, Mauro Ribeiro, mencionou a Lei nº 3.268/1957, que criou o Conselho Federal e os conselhos regionais de medicina (CRMs) e que, segundo ele, mantém-se atual. "Nessas últimas seis décadas, temos tomado decisões importantes, regulamentado, estabelecido diretrizes ético-profissionais, e atuado contra o vilipêndio da Medicina pelos últimos governos", disse, ressaltando ainda que, com as falhas de gestão, "se o SUS ainda funciona, é pelos profissionais que ali trabalham. Somos os últimos bastiões".

Homenagens – A homenagem aos cinco médicos aconteceu no âmbito da entrega das Comendas CFM 2017. Seus nomes foram selecionados dentre outros 25 candidatos de excelente currículo indicados pelos CRMs dos estados onde mantiveram forte atuação. O reconhecimento extravasa o âmbito local e alcança proporção nacional dada à projeção do trabalho executado.

São donos de trajetórias únicas que incluem publicação livros e trabalhos científicos, exercício de cargos políticos, institucionais e de docência, compromisso com a ética e com a defesa dos interesses da profissão, dos colegas, da sociedade e dos pacientes em cinco eixos temáticos: ensino médico, humanidades, literatura e arte, responsabilidade social e saúde pública.

Celmo Celeno Porto, de Goiás, recebeu a comenda Fernando Figueira, de Medicina e Ensino Médico, das mãos do conselheiro Salomão Rodrigues Filho. Ele agradeceu sua família e netos, "a rede de apoio da minha vida, fonte de energia e foco de luz".

Gabriel Wolf Oselka, de São Paulo, foi agraciado com a comenda Mário Rigatto, de Medicina e Humanidades. A condecoração foi entregue pelo conselheiro Jorge Curi e pelo presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Lavínio Nilton Camarim. Oselka relembrou seus trabalhos nas áreas institucional, de imunizações e bioética. "Sempre trabalhei em grupo então dedico esta honraria àqueles que caminharam e continuam caminhando comigo", ressaltou.

Médicos voltados para a cultura também tiveram sua importância reconhecida por meio da homenagem a Iaperi Soares de Araújo, do Rio Grande do Norte, que foi agraciado com a comenda Moacyr Scliar, de Medicina, Literatura e Arte. Para ele, que recebeu a insígnia do conselheiro federal representante do estado potiguar, Jeancarlo Cavalcante, "a importância da cultura na medicina é indissolúvel porque a gente lida com a dor humana. Descobri que a dor tem cheiro e essa capacidade vem dos meus atributos profissionais e da minha capacidade de criação", disse Iaperi.

José Almir Santana, de Sergipe, recebeu a honraria Zilda Arns Neumann, de Medicina e Responsabilidade Social, dos conselheiros Henrique Batista e Silva e Rosa Amélia Andrade Dantas. Ele lembrou as dificuldades e incertezas do início da epidemia de Aids, que atingiam até aqueles profissionais que se dedicavam a esta causa, como ele. "Muitos deixaram de ir ao meu consultório", relembra, ressaltando, no entanto, os importantes avanços verificados nos últimos anos no enfrentamento ao HIV/Aids.

Roberto Figueira Santos, da Bahia, ganhador da comenda Sérgio Arouca, de Medicina e Saúde Pública, foi representado na cerimônia por seu filho Edgard Santos. O conselheiro Jecé Brandão, que apresentou o trabalho de Roberto ao público, o destacou como "a maior autoridade viva da Bahia". O filho Edgard também ressaltou a trajetória do agraciado. "Com seu currículo tão extenso na vida pública, tem trajetória irretocável de serenidade e dignidade, tipo de comportamento que o Brasil precisa nesse momento", enfatizou.

Personalidades – Como parte das comemorações pelos 60 anos do CFM, a autarquia também homenageou personalidades e instituições. A jornalista Vera Souto recebeu do conselheiro Hermann Tiesenhausen a placa em reconhecimento ao seu trabalho no programa Fantástico (Rede Globo de Televisão) pelas excelentes atividades de informação e divulgação de temas nas áreas de saúde e medicina.

O Cardeal Dom Raymundo Damasceno Assis, representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por sua vez, foi reconhecido pela contribuição para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e em importantes ações de prevenção em saúde. A placa foi entregue pelo conselheiro paraibano Dalvélio Madruga.

Ainda como parte dessas comemorações, o diretor-geral do Supremo Tribunal Federal (STF), Eduardo Toledo, recebeu, do conselheiro José Fernando Maia Vinagre, uma placa em reconhecimento pela ativa atuação em debates e análises de temas de forte impacto para a saúde e medicina no País.

Como parte da quarta homenagem do dia, o conselheiro decano do CFM, Claudio Balduino Franzen, repassou a Paulo Octávio Alves Pereira, membro do conselho curador do Memorial JK, uma placa em homenagem póstuma ao presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, o responsável pela proposição que se tornou a Lei 3.268, de 1957, que criou o sistema dos conselhos de medicina no País. "Juscelino Kubitschek não foi apenas um visionário ao construir Brasília, mas em todos os aspectos. Graças a ele, hoje o Brasil é um dos poucos países que têm uma entidade de posição marcante como o CFM para assuntos de ética médica", disse, em referência à Lei 3.268/1957.

Comemoração lembrou o papel dos que atuaram como presidentes do CFM entre 1984 e 2009Ex-presidentes – A solenidade comemorativa dos 60 anos do CFM também lembrou a trajetória da autarquia celebrando o papel dos que atuaram como presidentes entre os anos de 1984 e 2009. Gabriel Wolf Oselka, Francisco Álvaro Barbosa Costa, Ivan De Araújo Moura Fé, Waldir Paiva Mesquita, Edson De Oliveira Andrade e Roberto Luiz D’avila receberam placas comemorativas.

História das comendas – É a sétima vez consecutiva que Conselho Federal de Medicina publicamente homenageia grandes médicos brasileiros que se destacaram pelo compromisso político, técnico, ético e social. Por meio da Resolução nº 2.022/2013 foram criadas cinco comendas entregues anualmente a personalidades médicas com destacada atuação em diferentes campos da vida em sociedade.

As comendas são outorgadas como parte das comemorações do Dia do Médico, sendo a materialização de homenagem permanente a importantes figuras da medicina brasileira, que lhes emprestam o nome.

Outras fotos do evento estão disponíveis na conta do CFM no Flickr, acessível aqui.

 
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