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Legislação, envelhecimento e doença mental são debatidos no CFM no V Fórum de Medicina do Trabalho Imprimir E-mail
Ter, 29 de Agosto de 2017 14:15

O encontro reuniu especialistas em saúde do trabalhador

 

Especialistas em Medicina do Trabalho, ligados a outros conselhos regionais e instituições como a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), Rede Sarah e o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) se reuniram na sede do Conselho Federal de Medicina (CFM), sexta-feira (25), para um dia inteiro de debates sobre o tema. Eles participaram do V Fórum de Medicina do Trabalho da autarquia, encontro que debateu importantes temas atuais para a especialidade médica, como trabalho da gestante, nova legislação trabalhista, envelhecimento e doença mental relacionada ao trabalho.

Os riscos e vulnerabilidades do trabalho da gestante foram discutidos por ginecologistas e médicos do trabalhoO evento foi aberto com uma mesa redonda que discutiu os riscos e vulnerabilidades da trabalhadora grávida, sob o ponto de vista de três especialidades: ginecologia, toxicologia, medicina nuclear e medicina do trabalho. A apresentação sobre ginecologia foi ministrada pela chefe da unidade de ginecologia e obstetrícia do Hospital Materno Infantil de Brasília, Lucila Nagata. A ginecologista obstetra apresentou pesquisa da PUC Minas sobre a posição da mulher com filhos no mercado de trabalho, que revela um cenário ainda desigual entre profissionais homens e mulheres, e também uma comparação com as profissionais que têm filhos. De acordo com o estudo, apenas 23% dos cargos de chefia até o terceiro escalão são ocupados por mulheres.

Reforma trabalhista - Após a discussão sobre o trabalho da gestante do ponto de vista da ginecologia, o encontro discutiu ainda os riscos enfrentados pelas profissionais gestantes analisados pela toxicologia, medicina nuclear e medicina do trabalho. Os temas foram apresentados pela médica do Trabalho e toxicologia Andrea Amoras Magalhães, pelo físico especialista em medicina nuclear e radioproteção André Luiz Alberti Leitão. A discussão contou ainda  e pela médica do trabalho Mírian Perpetua Palha Dias Parente, presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Piauí, que apresentou quadro comparativo sobre as mudanças trazidas pela reforma trabalhista, com relação ao trabalho da gestante em condições insalubres, antes proibido pela antiga legislação. A legislação trabalhista foi discutida por médicos e representantes da Justiça

No período da tarde, o fórum discutiu o que mudou com a nova legislação do trabalho, com apresentações do médico do Trabalho e presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Espírito Santo, Carlos Magno Pretti Dalapicola; e do também especialista em Medicina do Trabalho Lenz Alberto Alves Cabral, sobre acidente de trabalho e CAT. A mesa contou ainda com conferências sobre ações regressivas, proferida pelo procurador federal e mestre em prevenção de riscos laborais, Fernando Maciel; reforma trabalhista e teletrabalho, ministrada pelo advogado trabalhista Clovis Veloso de Queiroz Neto; além de inclusão da pessoa com deficiência, apresentada pelo assessor jurídico do CFM Antonio Carlos Nunes de Oliveira.

Doença mental - No período da tarde, o encontro discutiu a expectativa de vida do trabalhador do futuro, com o médico e especialista em envelhecimento populacional Alexandre Kalache, além de um debate sobre doença mental e trabalho. O presidente da Associação Psiquiátrica da América Latina, Antonio Geraldo da Silva, conduziu palestra sobre diagnóstico e tratamento de transtornos psiquiátricos, seguido de apresentação da coordenadora da Câmara Técnica de Medicina do Trabalho do CFM, Rosylane das Mercês Rocha, sobre suicídio e trabalho, além de conferência sobre uso de substâncias psicoativas e a integração da medicina do trabalho e a psiquiatria. ministrada por Alberto Carvalho de Almeida, conselheiro e ex-presidente Mesa discutiu integração entre a medicina do trabalho e psiquiatriado Conselho Regional de Medicina do Estado do Mato Grosso.A coordenadora do fórum, Rosylane Rocha, destaca a importância do tema: “o assunto é considerado de extrema relevância. Os transtornos mentais são a terceira causa de afastamento do trabalho e o principal motivo de incapacidade laborativa”, conta a conselheira federal.

O evento foi encerrado com uma mesa redonda sobre envelhecimento e trabalho, com uma análise sobre as exigências física, mental e psicossocial do trabalhador. A discussão abordou o tema de acordo com a visão da geriatria; por Cristiane Hottz, geriatra da Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação; e da medicina do trabalho, em apresentação do especialista Francisco Cortes Fernandes. Ao final do encontro, uma palestra do consultor do Sebrae Roberto Rocha encerrou os trabalhos do evento, com uma análise sobre a saúde do empreendedor.

As imagens do evento estão acessíveis na página do CFM no flickr. Clique aqui para acessar o álbum de fotos do encontro.

 

 
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