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No Congresso de Humanidades, conferencista fala sobre bioética Imprimir E-mail
Sex, 11 de Agosto de 2017 10:56

LUiz Roberto Londres (em pé) dá conferência sobre Edmund Pellegrino, um dos pais da bioéticaOs ensinamentos do médico americano Edmund Pellegrino (1920-2013), considerado um dos pais da bioética, foram apresentados na manhã desta sexta-feira (11) no VI Congresso Brasileiro de Humanidades Médicas, promovido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), em Brasília. O tema foi tratado pelo médico e filósofo Luiz Roberto Londres. Assim como o médico americano, Londres defende a anamnese como central na relação médico-paciente e advoga parcimônia no pedido dos exames complementares.

"Quando comecei a clinicar junto com meu pai, que também era cardiologista e dono da Clínica São Vicente, que hoje dirijo, atendemos um paciente e sugeri a realização de um exame, que na época era o mais moderno e era oferecido pela clínica. Meu pai retorquiu 'é realmente necessário?' e o exame não foi feito. É esse ensinamento que levo para toda a vida", afirmou. Mas essa é uma atitude cada vez mais rara, o que levou médicos como Pellegrino a defender uma medicina mais humanizada.

Já na década de 1970, Pellegrino denunciava que toda a anamnese seria substituída pelos exames complementares. Também afirmava que os cânones financeiros costumam ser incompatíveis com os cânones éticos e denunciava que a medicina sofria de uma abundância de meios "e quando os meios se tornam os fins, os princípios desaparecem e nenhum caminho serve".  Também alertava que a arte médica corria o "perigo de ser engolfada pelo seu aparato tecnológico".

Londres lembrou que na época da sua formatura não havia a necessidade do ensino das humanidades médicas, "pois todos nós tínhamos a preocupação com o cuidar". As relações mudaram, no entanto, com a atuação das seguradoras, que passaram a intermediar as relações entre o médico e seus pacientes. Outro fator preocupante é o poder da indústria farmacêutica, que, segundo o palestrante, manipula pesquisas. Ao final da conferência, Londres reafirmou a necessidade de o médico ouvir o paciente. "A cura pode ser prejudicada se não houver atenção à biografia do paciente, que precisa aceitar como bom àquilo que está sendo proposto. E, para tanto, precisamos conversar, ouvir o que outro tem a dizer", defendeu.

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