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Entidades buscam parcerias contra o aumento da incidência da sífilis Imprimir E-mail
Ter, 14 de Março de 2017 15:09

Entidades nacionais como o Conselho Federal de Medicina (CFM), Ministério da Saúde (MS), Ministério da Educação (MEC), Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), além de municipais, estaduais e organizações não-governamentais devem buscar parcerias contra o aumento da sífilis congênita no Brasil.

A necessidade de apoio mútuo foi debatida durante reunião da Secretaria de Controle Externo da Saúde do Tribunal de Contas da União (TCU) nesta quinta-feira (9). Além dessas entidades citadas, participaram representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e especialistas com expertise na área.

"Além de campanhas de educação, precisamos da efetivação das rotinas especificas de combate à enfermidade, da desmistificação quanto ao risco (baixíssimo) da aplicação do antimicrobiano, do combate à interrupção dos testes diagnósticos rápidos e da regularização do abastecimento nacional da Penicilina Benzatina (inclusive incentivos à indústria farmacêutica nacional para produção do insumo farmacêutico)", avalia o conselheiro Lúcio Flávio Gonzaga Silva, que representou o CFM na reunião.

O número de casos de sífilis entre jovens (15-29 anos) cresceu 5860% entre 2010 e 2015 (477 casos para 28.432). E a ocorrência entre grávidas, transmitida verticalmente ao bebê em formação, com aumento da sífilis congênita, cresceu no Brasil de modo muito preocupante. A taxa de detecção de sífilis em gestante cresceu de 0,5 em 2005 para 11,2 casos por mil nascidos vivos em 2015 e a taxa de detecção da sífilis congênita de 2 em 2005 para 6.1 por 1000 nascidos vivos em 2015.

A sífilis congênita pode se manifestar por meio de abortamentos, natimortos, morte perinatal ou pode manter-se sob forma assintomática em recém-nascidos que poderão apresentar sinais e sintomas em fases posteriores da vida, em todos os órgãos do corpo humano.

O CFM se mantém alerta sobre esse tema e está engajado para resolvê-lo. Em outubro do ano passado, em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), publicou uma recomendação para que o governo – nas diferentes esferas de gestão – tomasse medidas urgentes para prevenir e evitar o avanço do número de casos de sífilis congênita no País, cujos números oficiais têm contornos de uma epidemia.

Ainda como parte do esforço para prevenir o aparecimento de casos de doenças sexualmente transmissíveis, o Conselho Federal de Medicina recomendou, no ano passado, que médicos brasileiros oferecessem aos pacientes, em consulta, a solicitação de testes sorológicos para HIV, sífilis, hepatites B e C. Os profissionais também foram orientados a oferecer informações sobre formas de prevenção a infecções.

 
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