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Comitiva pede intervenção do Ministério da Saúde em crise dos hospitais universitários do Rio Imprimir E-mail
Seg, 21 de Dezembro de 2015 13:38

A comitiva se reuniu com o ministro da Saúde, Marcelo Castro, na quarta-feira (16) para chamar a atenção dele sobre a crise financeira que atinge os hospitais universitários (HU´s) do Rio de Janeiro

 

Representantes de entidades médicas, deputados federais e diretores dos hospitais universitários Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Pedro Ernesto, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), reuniram-se com o ministro da Saúde, Marcelo Castro, na noite de quarta-feira (16) para apresentar ao gestor federal a situação dos hospitais universitários (HUs) do Rio de Janeiro. Devido à falta de pagamento, as unidades vêm enfrentando situações críticas, como o déficit de insumos e medicamentos e a suspensão de internações e exames.
 
Segundo Sidnei Ferreira, representando do Rio de Janeiro no Conselho Federal de Medicina (CFM), com as dificuldades financeiras as universidades públicas do estado passam por uma crise que já interrompeu atividades acadêmicas e também a própria assistência à saúde por diversas vezes ao longo deste ano. “A questão dos hospitais universitários é muito grave. Precisamos de uma política financeira que garanta a assistência médica, além de concurso publico para a contratação de recursos humanos”, defendeu.
 
“Sugerimos ao ministro formar uma comissão de crise com as entidades presentes e com os diretores dos hospitais universitários no Rio de Janeiro para discutir uma solução. Ele sinalizou que é preciso resolver o caso o mais rápido possível”, disse o presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), Pablo Vazquez.
 
Os diretores dos hospitais explicaram que o atraso no repasse de recursos financeiros em outubro e novembro gerou um retardo no pagamento de fornecedores e a interrupção do abastecimento das unidades. No início do mês, por exemplo, o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho decidiu interromper novas internações e cirurgias eletivas ou não emergenciais em função do acúmulo de um déficit de R$ 7,7 milhões no repasse financeiro do Fundo Nacional de Saúde, referente aos serviços prestados pela unidade ao SUS.
 
Ao receber os relatos da comitiva, o ministro da Saúde convocou diretores e técnicos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) e convidou ainda os secretários Municipal, Daniel Soranz, e Estadual de Saúde, Felipe Peixoto. O objetivo foi discutir divergências de informações e possíveis soluções.
 
Durante o encontro, foi anunciada a possibilidade de direcionar recursos do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF) para as unidades e, ainda, a habilitação de serviços até então pendentes de análise pelo Ministério da Saúde para recompor parte do déficit das unidades.
 
Um Decreto Presidencial a ser publicado nos próximos dias também deve liberar parte dos recursos federais contingenciados e que serão distribuídos aos estados e municípios por meio do Teto de Média e Alta Complexidade (MAC). Para mapear a real situação de cada unidade, será montada uma equipe de trabalho com as três esferas de governo e representantes dos hospitais para elaborar o plano emergencial.
 
Além do conselheiro do CFM, do presidente do Cremerj e dos diretores dos HUs, também participaram das reuniões em Brasília as deputadas federais Jandira Feghali (PCdoB/RJ) e Laura Carneiro (PMDDB/RJ) e representantes da Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR).

 
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