Rede dos Conselhos de Medicina
Crise no setor de saúde governamental repercute na área do diagnóstico por imagem
Seg, 18 de Novembro de 2013 10:04

Escrito por Jaime Ribeiro Barbosa*

  

O sistema público de saúde enfrenta seu pior momento. Para constatar esta situação não é preciso muito esforço, e todos aqueles que atendem os pacientes do SUS passam momentos de grande apreensão e muita preocupação com o futuro do trabalho.

A Sociedade Paulista de Radiologia tem se mobilizado na busca por definições, mas os resultados têm sido desanimadores e preocupantes. Nós, da SPR, já estivemos em Brasília varias vezes; apenas no Ministério da Saúde, já participamos de duas audiências com o ministro da Saúde e tudo é promessa. Já mobilizamos vários deputados, inclusive o assessor do vice-presidente da República.

Criou-se um buraco negro no sistema de saúde do País: os recursos constitucionais são insuficientes para atender o sistema de saúde e também para área previdenciária. Falta recurso apenas para saúde; para demais áreas governamentais, sobram recursos.

Basta acompanhar as fotos e fatos na mídia (estádios para Copa do Mundo, por exemplo). Têm sido publicadas notícias constantes nos principais jornais há algum tempo. Editoriais sobre A Agonia das Santas Casas vêm sendo publicados desde 2007 em jornais diferentes e em vários Estados; no mais recente, fala-se em uma dívida de R$ 9 bilhões das Santas Casas com seus fornecedores.

Os médicos não têm mais a quem recorrer, já que as entidades médicas – AMB, APM, Conselhos de Medicina e inclusive o CFM – têm trabalhado para achar um caminho neste buraco negro, mas até agora não houve nada de concreto. A reunião mais recente dos conselhos foi com a Presidente da República, Dilma Rousseff. Na matéria do Jornal do Cremesp, em 4 de abril de 2013, ela não assume a responsabilidade.

Enfim, isto nos faz pensar que o Sistema Único de Saúde (SUS) acabou e esqueceu-se de avisar os médicos e os hospitais que ainda resistem em atender o SUS, até fechar as portas. Devemos lembrar que no País somos 195 milhões de pessoas, sendo 46 milhões atendidas pela saúde suplementar e as demais são atendidas pelas universidades (10%), particulares (5% a 10%) e no SUS, portanto temos 120 milhões dependentes. Esta deterioração da saúde pública não tem justificativa, pois não acompanha a situação econômica do Brasil. Daí conclui-se que falta alguma coisa. Seria falta de vontade de resolver esta situação?

* É diretor de Defesa Profissional da Socieda Paulista de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (SPR).

 
    

* As opiniões, comentários e abordagens incluidas nos artigos publicados nesta seção são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, o entendimento do Conselho Federal de Medicina (CFM).

 

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